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Febre aftosa avança na Coreia do Sul

11 janeiro 2011 - 00h00Por Valor Econômico

O governo da Coreia do Sul informou ontem que encontrou mais quatro casos de febre aftosa no país, elevando para 112 o total de registros desde o fim de novembro passado. O país, que negocia a abertura de seu mercado para a carne suína de Santa Catarina, sacrificou 1,2 milhão de animais, desde o surgimento dos focos, numa tentativa de evitar a disseminação do vírus. A maior parte dos animais sacrificados são suínos e bovinos, segundo o Ministério de Agricultura e Florestas da Coreia.

Mercados de gado bovino foram fechados no país e o movimento de animais foi limitado para conter a doença, que causa grandes perdas econômicas. O país também enfrenta um surto de influenza aviária.

A febre aftosa causa preocupação entre os importadores da Coreia, que comprou 222,9 mil toneladas de carne bovina entre janeiro e novembro de 2010 de países como Austrália e EUA e 160,1 mil toneladas de carne suína de exportadores como EUA, Chile e Canadá.

Para garantir a oferta, o governo sul-coreano acaba de habilitar 32 plantas de abate de suínos na Alemanha, mas ainda não deu seu aval à carne suína produzida em Santa Catarina.

Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), lamenta que Santa Catarina ainda não tenha sido liberada para exportar o produto ao mercado sul-coreano num momento em que há demanda. "Infelizmente o processo [negociação de acordo sanitário com os coreanos] está paralisado desde novembro, aguardando o ministério responder a um questionamento da autoridade sanitária da Coreia", disse o dirigente.

Há cerca de 60 dias, o governo coreano questionou o Brasil sobre a entrada de carne bovina gaúcha em Santa Catarina, o que não é permitido já que o Estado é livre de aftosa sem vacinação e o Rio Grande do Sul, livre com vacinação.

"De fato, está demorando a resposta. Mas vamos aproveitar uma viagem à China, no dia 26, para levar em mãos um documento aos coreanos", afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim. "Tivemos que levantar um mundo de documentos que eles pediram, informações técnicas, dados e números. Mas, na semana que vem, já teremos algo definitivo para levar à Coreia".

O secretário vai à China e ao Japão para resolver questões bilaterais. Na China, tratará da habilitação de novos frigoríficos exportadores brasileiros, sobretudo de frango e bovinos. Na próxima semana, na Alemanha, também terá reunião com o russo Sergei Dankvert para tratar de questões sanitárias.