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BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA

Exposição no Mapa conta história da agricultura brasileira

Peças e documentos ficarão expostos na sede do Mapa até o dia 31 de outubro

16 setembro 2022 - 10h23Por Mapa

Foi inaugurada, nesta quinta-feira (15), a exposição do acervo da Biblioteca Nacional de Agricultura (Binagri) em alusão ao Bicentenário da Independência do Brasil. A exposição ficará aberta ao público na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, até o dia 31 de outubro.

A exposição reúne mais de 20 obras, entre livros, medalhas, quadros, moedas comemorativas e fotos, que mostram marcos da evolução da agricultura no Brasil, que tornou o país uma das maiores potências agrícolas do mundo. É possível conhecer obras importantes sobre culturas como algodão, soja, café e cacau e a pecuária.

Ao participar da inauguração, o ministro Marcos Montes destacou a importância que os documentos têm para a história do país. “Aqui tem memória, memória preservada, por isso que a história do Ministério é tão bonita. Quem não tem memória, não tem história”, disse Marcos Montes.

A abertura contou com a presença de convidados e servidores, como Ignez Reple Cesar, de 94 anos, que trabalhou por 30 anos na Biblioteca de Agricultura. “A exposição ficará por dois meses e com renovação de assuntos, porque o Ministério é muito grande e todos os assuntos ainda não foram contemplados, mas serão”, contou a coordenadora da Binagri e organizadora da exposição, Neuza Arantes.

Estavam presentes o presidente da Embrapa, Celso Moretti; os secretários do Mapa; o diretor-executivo de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen; o presidente da Confederação Nacional do Café, Silas Brasileiro; e Luciana Lauria Lopes, subchefe adjunta de Gestão Pública e Segurança da Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, além de representantes de vinculadas do Mapa e órgãos federais. 

Obras históricas

O público poderá ver o Relatório da Repartição dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, apresentado à Assembleia Geral Legislativa, pelo então ministro e secretário de estado à época, Manoel Felizardo de Souza e Mello, no Rio de Janeiro, em 1862. O relatório traz os primeiros dados sobre economia do agro e a estrutura do ministério. O material foi publicado dois anos após a criação do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, então nome da pasta. O Mapa é um dos ministérios mais antigos do Brasil, criado em 1860, com a primeira sede estabelecida no Rio de Janeiro.

A exposição traz também a Medalha de Apolônio Salles, instituída em 1887, pelo Decreto nº 94.788, entregue a servidores e cidadãos brasileiros ou estrangeiros que tenham contribuído para a agropecuária. Há ainda exibição de equipamentos de medição, que eram usados para definir o tamanho de áreas rurais. Outros documentos expostos são a Legislação Agrícola do Brasil, fim do primeiro período (1808-1889), volumes I e III. Os livros datam de 1910 e 1911, respectivamente. 

É possível conhecer a história e obras de funcionários ilustres do Mapa, como contos de Machado de Assis e livros de Chico Xavier. Joaquim Maria Machado de Assis trabalhou no Ministério da Agricultura entre as décadas de 1870 e 1900. A atuação do escritor teria influenciado suas atividades literárias, segundo estudos. Assis explorou elementos da realidade agrária e questões fundiárias em obras como Memórias Póstumas de Brás Cubas e no conto Na arca: três capítulos inéditos do Gênesis.

Francisco de Paula Cândido foi servidor do Ministério da Agricultura de 1935 a 1961 nas cidades mineiras de Pedro Leopoldo e Uberaba, quando já dedicava sua vida à religião e à caridade. Todos os documentos e objetos expostos fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional de Agricultura (Binagri), do Ministério da Agricultura. A biblioteca tem mais de 400 mil volumes ligados à agropecuária, como livros, revistas, vídeos, CD-ROMs e legislações que datam do tempo do Brasil Império aos dias atuais.