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Exportações de carne bovina reagem em maio

12 junho 2018 - 23h52Por DBO Rural

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) reagiram em maio e voltaram a um patamar superior a 100 mil toneladas depois do tombo registrado em abril, quando atingiram apenas 85 mil toneladas, mesmo sem ainda contar com a Rússia, um dos maiores clientes do país, e cuja movimentação de produto está embargada desde dezembro passado. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados finais de movimentação de maio, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da Secex/Decex.

No mês passado, a comercialização atingiu 111.502 toneladas e a receita foi de US$ 462 milhões contra 113.281 toneladas e faturamento de US$ 465 milhões em 2017. Com isso, o saldo dos cinco primeiros meses do ano ainda é positivo: 617.000 toneladas exportadas com receita de US$ 2,39 bilhões, crescimento de 16% na quantidade e de 13% nos valores em relação a 2017 quando se movimentou 533.267 toneladas que renderam US$ 2,1 bilhões. Segundo a entidade, a greve dos caminhoneiros teve algum impacto na movimentação da carne bovina no mês passado, mas o mais importante é que se esperava o reinício das compras pelo mercado russo, o que acabou não ocorrendo.
 
Os chineses, através da importação direta pelo continente e pela triangulação da movimentação feita por empresas do Hong Kong, continuam imbatíveis no ranking dos maiores compradores do produto brasileiro: nos cinco primeiros meses do ano importaram 267.705 toneladas contra 195.743 toneladas no mesmo período de 2017. Com isso a receita subiu de US$ 768,5 milhões ano passado para US$ 1,087 bilhão neste ano. Outros crescimentos importantes foram o do Egito, que já é o segundo maior cliente do país – de 29.241 toneladas importadas em 2017 foi para 42.334, com 124% de elevação; e o do Chile, que passou de 21.181 toneladas no ano passado para 42.334 toneladas neste ano, num aumento de quase 100%. Alta digna de registro também foi a do Paraguai que, em 2017, importou 1.869 toneladas de carne bovina brasileira até maio e em 2018 já saltou para 8.718 toneladas (+ 366%).
 
Entre os recuos mais importantes nas importações, depois da Rússia, que até maio havia adquirido 62 mil toneladas de carne bovina no ano passado e zerou suas compras em 2018, estão os do Irã (-33,7%), de 43.010 toneladas para 28. 524 toneladas neste ano; e da Arábia Saudita (-39%), de 23.981 para 14.528 no mesmo período analisado. No total, segundo a Abrafrigo, 82 países aumentaram as suas aquisições enquanto 46 reduziram.

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