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Exportação de carne bovina registra queda histórica na Argentina

02 agosto 2012 - 02h57Por Agência Estado
Exportação de carne bovina registra queda histórica na Argentina

A exportação de carne bovina da Argentina atingiu no primeiro semestre de 2012 seu nível mais baixo nos últimos 20 anos. Os embarques totalizaram 60,2 mil toneladas, uma queda de 27% em relação ao resultado observado no mesmo período de 2011, segundo informou nesta quinta, dia 2, a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra).

O volume do primeiro semestre de 2011 já era considerado baixo. As exportações no semestre somaram US$ 500 milhões e, ante o mesmo período do ano anterior, o preço por tonelada teve aumento de 5%, para US$ 8,2 mil. Cerca de 28% das exportações foram para o Chile, 25% para Israel, 19% para Rússia, 8% para o Brasil e 7% para a Alemanha, de acordo com a Ciccra. A Argentina tem perdido espaço no mercado global de carne bovina nos últimos anos por conta de restrições do governo sobre as exportações, controle de preços e de uma forte seca que ocorreu em 2009, que levou os criadores a abater mais animais.

A queda no volume das exportações foi causada pela alta da inflação no país nos últimos anos e pela apreciação do peso argentino em relação ao dólar, o que desestimulou as exportações. O peso, que está sobrevalorizado em 30%, e a tarifa de 15% sobre as exportações de carne bovina estão afastando potenciais compradores estrangeiros, de acordo com a Câmara.

Em junho, o embarque de carne bovina totalizou 7, 3 mil toneladas, o menor nível desde março de 2006. Durante o primeiro semestre deste ano, 93% da carne bovina produzida no país foram consumidos no próprio mercado interno argentino, em comparação a 89% durante igual período do ano passado. Segundo a Ciccra, as exportações não vão se recuperar até que haja correção da taxa de câmbio.

Caso o atual cenário se mantenha, a Argentina ficará aquém da previsão feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) de que as exportações do país sul-americano no ano ficariam em 280 mil toneladas.

A expectativa é que o país caia para a oitava posição no ranking mundial de exportadores de carne bovina este ano, com base no relatório otimista do USDA. Em 2009, ele ocupava o terceiro lugar, com 665 mil toneladas.