Menu
Busca terça, 09 de agosto de 2022
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
21ºmax
17ºmin
TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Escola agrícola de Campo Grande recebe unidade demonstrativa da Embrapa

Os alunos do curso técnico agropecuários da Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo conheceram os experimentos da estatal

29 novembro 2021 - 11h50Por Embrapa

A Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, localizada na zona rural de Campo Grande (MS), recebeu uma unidade demonstrativa da Embrapa, resultado da cooperação técnica entre a estatal e a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Na área de 400m2, as instituições pretendem incrementar o ensino dos estudantes, por meio de aulas teóricas e práticas. A escola atende, ao redor de 600 alunos, entre Ensino Fundamental (EF) e Médio (EM), e esses últimos concluem os estudos como técnicos agropecuários.

“São novas parcerias que trazem novas perspectivas para nossos alunos”, destaca a secretária de educação do município, Elza Fernandes, que estava acompanhada do superintendente de Gestão das Políticas Educacionais (Suped) Waldir Leonel; da coordenadora-pedagógica, Adriana Borges Quintana; de Aparecida Barros Paes, diretora-adjunta; e de Maria Kátia Miranda da Silva, diretora da unidade educacional, durante a inauguração do espaço. “A Embrapa é uma referência para nossos alunos e contar com o conhecimento de seus profissionais é trazer para a nossa escola o que eles encontram nas visitas à Empresa e, assim, melhorar, como um todo, o aprendizado que recebem”, complementa Maria Kátia. (foto esq./dir: Luiz Orcírio de Oliveira, Waldir Leonel, Maria Kátia Silva, Elza Fernandes e Marcelo Pereira)

A unidade demonstrativa consiste em um campo agrostológico com cultivares forrageiras e está sob responsabilidade da equipe de transferência de tecnologia da Embrapa Gado de Corte. Joaquim Castilho, Haroldo Pires de Queiroz e Marcelo Pereira levaram para a Arnaldo Estevão, os capins Marandu, Xaraés, Piatã, Paiaguás, Ipyporã, Mombaça, Massai, Zuri, Quênia, Tamani, Kurumi e Capiaçu; os estilosantes Bela e Campo Grande; o feijão-guandu Mandarim, além de duas opções de palma forrageira.

Durante a entrega do campo, os técnicos da Embrapa reforçaram o caráter educativo do espaço e as possibilidades que se abrem para os jovens e adolescentes da entidade. Ainda, este ano, os profissionais conversam com os alunos sobre a escolha da cultivar forrageira, a história dos capins e algumas dicas de manejo. A equipe já se prepara para finalizar outro campo agrostológico, agora na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

“Vale ressaltar, que tudo isso é possível graças ao trabalho dos pesquisadores e técnicos em mais de 40 anos de pesquisa. Nossa intenção é construir, cada vez mais, um sistema produtivo sustentável e diferenciado e isso passa pela educação”, lembra Luiz Orcírio de Oliveira, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Corte.

Diferencial no aprendizado

Ex-aluno da Arnaldo Estevão, formado em Agronomia e hoje professor da escola, Luís Ricardo, celebra a implantação do campo “como uma oportunidade e uma alternativa para os alunos. É possível mostrar o desenvolvimento da planta, o preparo do solo e todas demais etapas. É uma sala de aula ao vivo e ao ar livre, e isso acrescenta muito à formação. Este ano já tivemos trabalhos com a BRS Zuri e a BRS Quênia, por exemplo”.

Ricardo comenta que ao redor da escola, o que é visto são campos de pastagens e diversas atividades agrícolas e no mercado de trabalho é isso que os futuros técnicos encontrarão, assim “quanto mais próximo da realidade deles, melhor seu futuro profissional”. Os estudantes integram o Ensino Médio ao Curso Técnico em Agropecuária, com disciplinas voltadas para áreas de produção vegetal e animal. (foto esq./dir: Marcelo Pereira, Joaquim Castilho, Haroldo Pires de Queiroz e Luís Ricardo)

Estudante do primeiro ano do EM, Sabrina Lopes se encantou pelas palmas forrageiras e tem interesse em levar para a chácara da família alguns materiais e observar, bem de perto, o desenvolvimento. Já Pedro Henrique Pereira, do terceiro ano, trouxe da propriedade rural que trabalha ao lado da família, dois milhetos para colaborar com a reforma da pastagem ao redor da escola e acompanhar o crescimento ao lado da turma. O jovem que pretende ser médico-veterinário teve olhos para o capim Piatã e deseja fazer o pai conhecer o material, antes de implanta-lo na propriedade.