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Enquanto governo brasileiro discute efeitos da 'Carne Fraca', China e União Europeia garantem outros

27 março 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

A cada dia, um novo país embarga a carne brasileira, como reflexo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. No entanto, para Roberto Dumas Damas, economista do Insper, "os efeitos da Carne Fraca ainda não estão aí". Na opinião do economista, muitas coisas ainda poderão acontecer em torno do cenário político e econômico, principalmente pela perda de confiança dos estrangeiros em relação ao Brasil, envolvido em mais um caso de corrupção.

Damas acredita que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ainda terá um longo trabalho pela frente. Os embargos mais preocupantes são os por parte da União Europeia e da China e de Hong Kong - a China, inclusive, após embargar a carne brasileira, já removeu suas últimas restrições que ocasionavam em uma barreira na importação de carne proveniente da Austrália, dando a entender que ela poderá voltar a procurar produto neste mercado.

Somados, os três países representam 35% do mercado de exportação de carnes brasileiro. Damas aponta também para uma maior atenção em relação à Irlanda, que também pode se tornar um exportador em substituição ao Brasil.

O economista acredita que os investidores estrangeiros não separam "o joio do trigo" - ou seja, mais um caso de corrupção no país é sinal de que as coisas não vão bem e que as negociações não podem ser confiáveis. Supermercados já retiram das gôndolas a carne brasileira e este fator pode afetar, também, o Risco Brasil e o câmbio, embora a Carne Fraca seja uma operação localizada e pontual.

Ele avalia que a economia nacional, ameaçada, pode levar cinco anos para recuperar prejuízos acumulados em uma semana. A partir de agora, ele aponta que o Governo deve realizar um trabalho intenso com reuniões e negociações junto aos compradores da carne brasileira, montando uma "equipe de crise" - alertando ainda que alguns importadores podem aproveitar este momento para negociar preço. Com isso, Damas destaca que, na melhor das hipóteses, o Brasil pode perder 20% de suas exportações - seja em quantidade ou em preço.

A cadeia de carnes, por sua vez, poderá ser diretamente afetada, com muitos produtores tendo suas margens prejudicadas e custos elevados, derrubando o fluxo de caixa. Para Damas, ainda é cedo para traçar uma estratégia em um momento em que "todo mundo está batendo a cabeça". Já para os exportadores de grãos, sobretudo, a soja, ele aconselha a antecipar as negociações com esses mercados e defender o produto perante a eles, diferenciando as duas coisas.

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