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BOI GORDO

Embora de maneira tímida, arroba ensaia subida no mercado paulista

Na maioria das praças pecuárias, cotações da arroba seguem estáveis, informam os analistas

07 outubro 2022 - 07h39Por DBO Rural

Nesta quinta-feira, 6 de outubro, o preço do boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) subiu no mercado do São Paulo, embora ainda de maneira tímida. “Os compradores que atendem ao mercado interno têm trabalhado com escalas de abate curtas e, com isso, enfrentam dificuldades para encontrar bovinos terminados”, relatam os analistas da Scot Consultoria.

Dessa maneira, nesta quinta-feira, houve aumento de R$ 1/@ na cotação do boi gordo, agora negociado em R$ 283,00/@ (valor bruto e a prazo) nas praças do interior de São Paulo, informa a Scot. Os preços da vaca e da novilha gordas seguem estáveis, valendo no mercado paulista R$ 267/@ e R$ 277/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Segundo a Scot, os frigoríficos que atendem ao mercado externo continuam com suas escalas de abate relativamente confortáveis. O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) é negociado no mercado de São Paulo em R$ 290/@ (preço bruto e a prazo), de acordo com os dados da Scot.

A consultoria também apurou valorização da arroba do boi gordo na região Norte do Mato Grosso, com aumento de R$ 5/@ para o animal comum, enquanto a vaca gorda subiu R$ 4/@ e a novilha gorda teve acréscimo diário de R$ 2/@, em relação aos preços do fechamento anterior (5/10).

Dessa maneira, na praça do MT paga-se pela arroba do boi, vaca e novilha gordos R$ 265, R$ 250 e R$ 255, respectivamente (preços brutos e a prazo). Na região Norte, a Scot apurou alta na praça de Paragominas, no Pará, com o boi gordo subindo R$ 2/@, para de R$ 270/@ (valor bruto e a prazo), informa a Scot.

Também em Paragominas, a vaca gorda registrou acréscimo de R$ 4/@ nesta quinta-feira, para R$ 260/@ (preço bruto e a prazo). Segundo apuração da IHS Markit, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo evoluiu regularmente, sem muita agitação em termos de preços, mas com sua liquidez mais ativa.

“Unidades de abate, sobretudo aquelas que têm a produção mais focada no mercado externo, ainda limitam o fluxo de suas compras de gado, munidas de animais oriundos de contratos de boi a termos”, relata a IHS. No entanto, a oferta restrita de lotes terminados, devido ao período de entressafra, tem contribuído para o movimento de estabilidade da arroba do boi gordo, acrescenta IHS.

Ou seja, a tendência de baixa da arroba parece ter perdido força nas praças brasileiras, dando lugar a um período de maior firmeza nos preços. No curtíssimo prazo, os agentes do setor pecuária esperam um recuperação da demanda doméstica pela carne bovina ao longo desta primeira quinzena do mês, reflexo entrada da massa salarial. Tal fator pode sustentar o atual comportamento de maior estabilidade da arroba.

Segundo a IHS Markit, de uma maneira geral, as indústrias frigoríficas brasileiras ainda regulam o ritmo de suas compras de gado, gerenciando os seus estoques. Ao mesmo tempo, os pecuaristas tentam resistir maiores pressão baixistas por parte dos frigoríficos.

Na avaliação da IHS, movimentos mais firmes de altas nos preços da boiada gorda ainda dependem de uma resposta mais consistente da demanda agregada pela carne bovina. Clientes de fora – Enquanto o mercado interno da carne bovina ensaia uma retomada, mais comissões sanitárias de outros países visitam plantas frigoríficas brasileiras para habilitar para exportação.

Depois de Rússia, representantes da Indonésia estão visitando unidades de abate brasileiras para ampliação do comercio de carne. Japão e Coreia do Sul também procuram o Brasil para comprar mais proteína bovina. “Tal fator deve manter estimulada a produção nacional”, acreditam os analistas da IHS.