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PRODUÇÃO INTEGRADA

Em São Paulo, Mapa lança cartilhas educativas sobre Produção Integrada

De forma simples, material aborda os benefícios da adesão ao sistema que assegura qualidade e sustentabilidade dos alimentos

01 setembro 2022 - 09h29Por Mapa

Pensada para produtores, consumidores, agrônomos e estudantes, as cartilhas “Produção Integrada Agropecuária: Rastreabilidade e Alimento Seguro” trazem informações sobre esse processo de produção no campo. São seis livretos que exemplificam o sistema de produção que mapeia, organiza e assegura a qualidade e a sustentabilidade da produção agropecuária em todas as etapas das cadeias produtivas, desde a organização da propriedade rural até a chegada do alimento na mesa do consumidor.

As cartilhas foram lançadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira (31), em São Paulo, em evento técnico que reuniu produtores e especialistas. O secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, Cleber Soares, cita que um dos principais desafios é a falta de conhecimento do mercado sobre o que consiste a produção integrada e as vantagens desse processo de produção.

“Essa é uma oportunidade para discutirmos esse e outros desafios para alimentos seguros e rastreáveis, mas também as potencialidades econômicas, sociais e ambientais em um cenário em rápida transformação na maneira de produzir, distribuir, consumir e comunicar", disse. A adoção à Produção Integrada (PI) não é obrigatória. A adesão do produtor é voluntária. 

Reunindo produtores e representantes do setor, duas mesas redondas debateram os “Impactos da produção integrada: agregação de valor e ampliação de mercados” e as “Experiências e perspectivas de adesão do produtor rural ao Sistema de Produção Integrada”. “A produção Integrada é uma caminhada que veio da demanda do setor e são quatro palavras mágicas: sustentabilidade, rastreabilidade, certificação e boas práticas. E isso tem produzido muitos frutos em diferentes áreas”, disse a chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Ana Paula Packer.

Participaram do evento a secretária-executiva adjunta do Mapa, Mara Papini; o subsecretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Orlando Melo; o presidente da Associação Brasileira de Automação (GS1), João Carlos de Oliveira; e o representante do Inmetro, Cel. Paulo Henrique. As cartilhas tratam da adoção de tecnologias modernas de produção, em conformidade com os requisitos da sustentabilidade ambiental, da segurança alimentar, aplicando tecnologias como o georreferenciamento e rastreabilidade. Podem ser acessadas no site do Mapa.

O material aborda quais os passos para uma produção integrada de culturas como uva, morango, tomate, feijão comum, maçã e hortaliças folhosas, inflorescências e condimentares. Para contar como funciona a PI, 15 personagens foram criados para trazer as explicações de forma acessível. 

Tem o Kleiton, técnico agrícola e extensionista, que traz informações a respeito de normas técnicas, controle biológico e o manejo integrado de pragas. A Nádia é nutricionista e aborda o tema de alimentos saborosos e nutritivos. Tem também a Olívia, uma estudante muito curiosa e esperta. Olívia ama frutas e hortaliças desde pequena. O Sr. Jorge, Lourenço, Beto, Charles, Ítalo, Bira e a Sra. Harumi são produtores, e juntos apresentam suas plantações.

As cartilhas estão divididas em dez pontos: Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil); Norma Técnica para Produção Integrada; Organização e gestão de prioridade; Documentação; Manejo Integrado de Produção; Armazenamento e preparo de agrotóxicos, EPIs, descarte de resíduos e embalagens; Colheita, classificação, embalagem, etiquetamento e armazenamento da produção; Amostragem e análise de resíduos de agrotóxicos, micro-organismos e outros; e Norma Técnica Específica, Cadernos de Campo e Pós-colheita.

Auditor e agrônomo do Mapa, o sr. Pedro é especialista em vários produtos do Selo Brasil Certificado. Ele explica o passo a passo a ser seguido para o produtor receber o certificado comprovando que cumpre todas as normas técnicas de PI. O produtor interessado deve seguir um conjunto de normas técnicas específicas (NTE). A aplicação das normas é auditada nas propriedades rurais por certificadoras acreditadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Já Amélia, uma comerciante que integra o grupo de personagens das cartilhas, fala da rastreabilidade, mecanismo que permite o controle da qualidade dos produtos em todo o processo produtivo - do campo à mesa. Segundo ela, está é uma preocupação dos consumidores: saber a origem e a qualidade dos alimentos que consomem e que estão levando para casa um alimento seguro.

Em 2018, o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiram os procedimentos para a aplicação da rastreabilidade para produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana, para fins de monitoramento e controle de resíduos de defensivos agrícolas, em todo o território nacional. De acordo com a norma, produtores de vegetais frescos devem adotar a rastreabilidade diariamente, como parte integrante e obrigatória no processo de produção.