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Durante março, arroba do boi gordo sobe 4,39% em Campo Grande

31 março 2010 - 00h00Por Jefferson da Luz - Via Livre Comunicação.

O mercado de boi gordo na praça de Campo Grande teve alta significativa em março, 4,39%. No dia 1º a arroba na capital era negociada a R$ 71,00; hoje, 31 de março, a arroba é vendida, na média, a R$ 74,12 -ambos os valores para pagamento à vista livre do Funrural. O aumento aqui segue a tendência de alta do mercado paulista, onde a arroba do boi gordo, no mesmo período, subiu 5,39%, e é negociada a R$ 80,58, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A arroba da vaca também sofreu forte valorização, 5,30%; passou de R$ 66,00 para R$ 69,50, no mesmo período, preço à vista livre do Funrural.

Há vários fatores que empurram o mercado do boi gordo para cima, tanto aqui em Mato Grosso do Sul quanto em São Paulo. Lá, os frigoríficos estão com dificuldades para completar as escalas e recorrem à compra de animais em estados vizinhos, pagando mais por isso.

Analisando dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior percebe-se que nas três primeiras semanas de março houve um aumento significativo nas exportações de produtos básicos 38,9% (em comparação com o mesmo período do ano passado), e entre os itens que compõem essa cesta o Ministério dá destaque para a carne bovina, ou seja, as exportações também estão contribuindo para a valorização da arroba. Além disso, há a perspectiva de mais vendas externas. O Chile considerou mais 16 frigoríficos brasileiros como aptos a exportar carne in natura para lá.

Outro fator que tem mantido o ritmo ascendente da arroba em Campo Grande é a valorização do gado de reposição: bezerros e animais para a engorda. Como acontece todos os anos, durante a Expogrande esses animais sofrem forte valorização, o que acaba pressionando o boi gordo também.

O último fator que merece destaque nessa arrancada da arroba é o boi preso no campo. À espera de preços melhores, os pecuaristas só vedem o necessário. O clima chuvoso ajuda nessa prática, pois, com o capim crescendo bem, os animais não perdem peso e o ganho com uma possível, e provável, apreciação da arroba pode compensar a manutenção da boiada no pasto.

O consultor de mercado Julio Cesar Victoriano acredita que esse comportamento só deve ser alterado no fim de maio e início de junho, “quando o pasto começar a amarelar”. Ele prevê um volume de oferta maior que o atual logo na entrada do inverno.