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Dólar cai a R$ 1,80, menor valor desde de setembro de 2008

16 setembro 2009 - 00h00Por Reuters/Portal Terra

A combinação do otimismo nas principais praças acionárias internacionais com a queda do dólar no exterior permitiu que a moeda renovasse a mínima em cerca de um ano, chegando a romper o patamar de R$ 1,80 durante os negócios. A divisa americana terminou o dia em baixa de 0,39%, a R$ 1,80 na venda, menor valor desde 22 de setembro de 2008, quando encerrou a R$ 1,793.

Ao longo da jornada, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,796 na mínima. "Hoje o ambiente é bastante positivo, com sinais mais claros de que os Estados Unidos estão se recuperando. O dólar respondeu a esses fatores com queda", disse o diretor de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.

No exterior, os investidores se mostravam mais confiantes com perspectivas de uma recuperação da economia americana. O mote eram notícias ligadas a fusões e aquisições, além de números mostrando que a produção industrial daquele país avançou pelo segundo mês consecutivo em agosto.

Ao final das operações no mercado de câmbio local, as bolsas em Nova York subiam mais de 1%, enquanto o Ibovespa saltava 2%, superando os 60 mil pontos pela primeira vez desde o final de julho do ano passado. A queda do dólar na cena local era endossada ainda pelo recuo da moeda no exterior, ao mesmo tempo em que renovava as mínimas ante o euro e uma cesta com as seis principais divisas mundiais, contra a qual perdia 0,39% no final da tarde.

Profissionais do mercado de câmbio avaliam que as pressões de queda para o dólar ainda são maiores que as de alta, sustentando-se o fluxo de recursos principalmente à bolsa de valores nacional, onde há grande participação de investidores estrangeiros. De acordo com dados da BM&FBovespa, em setembro, até o dia 11, o ingresso de capital externo na bolsa está positivo em R$ 511,5 milhões.

E ofertas iniciais de ações de companhias como Banco Santander, Cetip e Tivit, somadas a captações de Vale, CSN, entre outras, devem favorecer uma apreciação maior do real no curto prazo, uma vez que costumam atrair investidores globais. Números do Banco Central (BC) conhecidos nesta sessão, contudo, mostram que o saldo negativo do fluxo cambial elevou-se a US$ 1,768 bilhão nos primeiros 11 dias de setembro.

No período, o BC comprou US$ 636 milhões no mercado à vista. Os números do BC, além de uma metodologia de cálculo diferente, incluem o movimento do setor comercial e de outras operações financeiras. Battistel ponderou, no entanto, que a moeda americana pode dar uma "puxada" pontual, uma vez que já derreteu mais de 20% em 2009.

Felipe Pellegrini, gerente de operações da Corretora Confidence, também acredita que as cotações da divisa podem subir já nos próximos dias, passando por uma correção às baixas recentes. "Acredito que a moeda deve terminar o ano (2009) na faixa atual (R$ 1,80), podendo no médio e longo prazo testar R$ 1,70", considerou.

Confira a cotações das principais moedas