A diferença entre os preços do boi magro e do boi gordo registra queda em outubro em relação a setembro, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A movimentação reflete a valorização mais intensa do animal terminado.
Na parcial até o dia 20, o preço do boi magro negociado na região de Presidente Prudente (SP) registra média de R$ 4.618,55 por cabeça, valor 9,2% superior ao de janeiro, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI).
A valorização observada desde o início do ano está associada à menor disponibilidade de animais para reposição e à elevação dos preços do boi gordo, que, ao melhorar as perspectivas de remuneração da atividade, estimula a demanda por animais para engorda. Na comparação com setembro, a média do boi magro também apresenta avanço, de 3,2%.
Quanto ao indicador do boi gordo Cepea/Esalq (baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo), a média parcial de outubro está em R$ 376,33 a arroba, com alta real de 17,4% em relação a janeiro e de 6,56% em comparação com setembro. O movimento está relacionado à oferta mais restrita de animais prontos para abate e às escalas de abate mais curtas da indústria frigorífica.
Cálculos do Cepea indicam que o ágio do boi magro sobre o boi gordo está em 2,3% na parcial de outubro, ante 12,6% no mesmo mês de 2025. Em janeiro deste ano, o diferencial era de 10%, enquanto, em abril, havia recuado para 3%. Na quarta-feira (21/10), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 24 tiveram estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária.
Houve altas no sul de Minas Gerais, sul de Goiás, Três Lagoas (MS), sudeste de Mato Grosso, noroeste do Paraná, oeste do Maranhão, Redenção (PA), Acre e Rio de Janeiro. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 380 a arroba para o pagamento a prazo.
As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram. Segundo a Scot, em São Paulo, a oferta restrita de animais se manteve. Os embarques de carne bovina para a China ganharam força, o que reforçou a demanda e contribuiu para a firmeza das cotações. Porém, parte dos compradores ainda negociava com cautela e evitava alongar as escalas.




