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CNA debate exportação de lácteos como alternativa para aumentar competitividade do setor

27 abril 2018 - 23h36Por CNA
CNA debate exportação de lácteos como alternativa para aumentar competitividade do setor

Uma das principais bandeiras do Sistema CNA/SENAR, o desenvolvimento da cadeia do leite no País foi tema de discussão na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta quinta-feira (26). A CNA recebeu a Barral M Jorge, consultoria especializada em comércio internacional, que apresentou uma proposta para melhorar a competitividade do setor por meio da exportação dos produtos lácteos nacionais.

 
“Foi uma reunião extremamente proveitosa, porque estamos estruturando o Brasil para ser um exportador mundial de leite. Essa é a minha principal bandeira à frente da CNA: transformar o leite da mesma forma que transformamos a carne: em um produto de exportação de primeira qualidade,” afirmou o presidente da CNA, João Martins.
 
O consultor em Comércio Internacional, Welber Barral, explicou que o grande desafio do Brasil é tornar o preço dos produtos mais competitivo no mercado internacional. Para isso, precisa vencer alguns desafios como logística e tributação. “Exportar depende de várias fases que vai desde o aperfeiçoando do produtor até a distribuição da cadeia logística para ter um preço competitivo no mercado internacional. No entanto, a exportação pode gerar vantagens para todo o setor."
 
A intenção é se trabalhar o aumento das exportações focando em um produto específico, no caso o leite em pó, tendo assim escala para exportar e utilizando como indústrias chaves as cooperativas produtoras. Para isso, a CNA estuda a realização de um projeto piloto na região Sul do País, que representa 40% da produção nacional de leite.
 
“As cooperativas têm papel muito importante na organização da cadeia e na inclusão dos produtores seja qual for sua escala e a dimensão da sua propriedade”, destacou Fernando Pinheiro, representante da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “Nós temos cooperativas com capacidade de produzir produtos com qualidade inclusiva para serem exportados.”
 
Para o vice-presidente da Comissão, Ronei Volpi, debater esse assunto foi um grande passo para estruturação do setor. “Isso é uma necessidade para o País em função do crescimento da atividade, que é muito maior do que o consumo per capita interno. É importante destacar que o principal mercado será o interno, mas precisamos, a exemplo de outras cadeias de proteína animal, também avançar na inserção no mercado internacional”.