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Cenário para mercado de café passa a se focar na próxima safra do grão

24 setembro 2009 - 00h00Por Café e Mercado

Segundo se depreende do último informe da OIC (Organização Internacional do Café), as cotações do grão parecem estar em uma medida descendente, à medida que o novo ano safra se aproxima em vários países. A queda, porém, poderia ser limitada pelo baixo nível de grãos disponíveis nos países exportadores. Apesar disso, a perspectiva no longo prazo da demanda do café segue sendo positiva, principalmente com o crescimento dos mercados especializados e com a incorporação de novos consumidores em mercados emergentes.

Caso se mantenha a mesma linha de crescimento de consumo, um cenário de recuperação econômica mundial virá acompanhado de uma crescente inflação, que favorecerá investimentos em matérias-primas, do mesmo modo que uma paulatina perda no valor do dólar. Do ponto de vista da demanda, de 2000 a 2008, o consumo mundial de café aumentou cada ano em uma média de 2,4%. No que se refere a 2009 não se observa, até agora, indícios de que a crise econômica internacional tenha apresentado repercussões notáveis no consumo. Do ponto de vista da oferta e, baseando-se em informações de países membros da OIC, os últimos dados que são disponíveis ao ano 2008/2009 indicam uma produção total de 126,7 milhões de sacas.

Porém esses números não contabilizam uma possível revisão para cima da produção do Vietnã, que atualmente estima sua safra em mais de 16 milhões de sacas. O país exportou, nos últimos dez meses, um total de 15,7 milhões de sacas. Deve-se ter em conta também, dadas as exportações até o momento, uma possível revisão para baixo da produção da Colômbia, sendo que as remessas acumuladas para esse país nos dez meses iniciais de 2008/2009 foram de 7,7 milhões de sacas, contra 10 milhões de sacas do mesmo período do ano anterior. Também se registraram novas quedas na produção de Honduras, El Salvador, Costa Rica e Guatemala. As autoridades governamentais do Brasil publicaram um terceiro cálculo estimativo para 2009/2010, o que indica uma produção de 39 milhões de sacas, sendo 28,4 milhões de sacas de arábica e 10,6 milhões de sacas de robustas. O volume é ligeiramente mais baixo, cerca de 700 mil sacas, que o aferido anteriormente, na previsão divulgada em maio.