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Bolívia inicia exportações de ureia para o Brasil e abre leque de oportunidades para MS

30 novembro 2017 - 00h00

Nesta quarta-feira (29), em Porto Quijarro, cidade boliviana vizinha a Corumbá, foram embarcados os primeiros contêineres de ureia da Bolívia para o Brasil. A partir de agora, 335 mil toneladas por ano do produto boliviano vão entrar no país pela fronteira de Mato Grosso do Sul.

A operação, considerada um marco histórico para o país vizinho, também é um fato relevante para Mato Grosso do Sul, pois inclui um novo produto na pauta de importação sul-mato-grossense, abre mais um leque de possibilidades para a atração de novos empreendimentos, além de reforçar as ações do governador Reinaldo Azambuja para a melhoria e expansão das condições logísticas do Estado.

“Estamos diante de um novo paradigma e de uma janela de oportunidades. É um novo produto que entra na pauta de importação do Estado, que deve nos proporcionar mais possibilidades para a atração de empreendimentos e diversificar a economia do Estado”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

De acordo com Jaime Verruck, a operação de compra de toda a ureia boliviana que vai entrar no Brasil por Mato Grosso do Sul será feita pela Keytrade, uma das maiores indústrias de fertilizantes do mundo. “Foi negociada com a estatal boliviana YPFB a compra de 335 mil toneladas/ano de ureia, podendo chegar a 800 mil toneladas. Esse produto vai entrar no Brasil por Corumbá, em caminhões e passar pelo desembaraço aduaneiro na Agesa, que é o porto seco em operação na região. Do total importado, 60% deve ir para o Mato Grosso e o restante para o triângulo mineiro e o sul do país”, informou.

Já está autorizada pelas autoridades bolivianas a entrada de caminhões bitrem brasileiros até o terminal de Gravetal, em Porto Quijarro. “É um trecho com pouco menos de 10 km de estrada, mas que já abre um nova possibilidade de operação com o frete de retorno. Já estamos em negociação com a Setlog para que essas operações sejam feitas por transportadoras aqui do Estado”.

Além das oportunidades de negócios envolvendo o transporte rodoviário, o governo do Estado, por meio da Semagro, também fomenta outras possibilidades. “Estamos negociando com empresas que possam construir e operar um Centro de Distribuição de ureia em Campo Grande. A ideia é encontrar um player que faça a importação do produto pela malha ferroviária, vindo da Bolívia até a Capital. Aliás, esse é um dos argumentos para assegurar a viabilização  da Ferrovia Transoceânica, que vai interligar o Porto de Santos com Ilo, no Peru”,  informou Jaime Verruck.

Ainda de acordo com o secretário, “a ureia da Bolívia passa a competir principalmente com a ureia vinda do Qatar e Rússia. É um produto no qual somos deficitários. Dependemos hoje da importação e a oferta boliviana concorre diretamente com esses países. No caso da UFNIII, em Três Lagoas, quando a indústria entrar em funcionamento, o que deverá haver é uma concorrência maior entre os países que fornecem ureia para o Brasil”.

Ureia da Bolivia

De acordo com o Ministério de Hidrocarburos da Bolívia, a planta de uréia instalada em Bulo Bulo, exigiu um investimento de US $ 950 milhões e possui uma capacidade de produção de 2.100 toneladas por dia (700 mil toneladas por ano). Espera-se que entre 85% e 90% da produção total sejam exportados para os mercados da região. A produção será escoada pelo terminal de Gravetal, em Porto Quijarro, que começou a operar nesta quarta-feira (29).

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