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Boi: mercado muda e arroba tem viés de queda

15 setembro 2017 - 14h30Por Canal Rural
Boi: mercado muda e arroba tem viés de queda

O mercado físico segue com viés de queda nos preços do boi gordo. “Os frigoríficos ainda testam o mercado, reduzindo os preços de balcão. O movimento comprador perdeu força", disse o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, o lento escoamento da carne oferece respaldo a esse tipo de estratégia. A oferta de animais terminados permanece restrita, e sem indícios de alteração desse quadro no curto prazo.

Em São Paulo alguns frigoríficos começam a testar preços mais baixos. Indicação de balcão na região de José Bonifácio a R$ 148/150 a prazo. Enquanto que em algumas praças do estado ainda acontecem negócios acima de R$ 150.

Já a Scot Consultoria indica que as programações médias de abate atendem cinco dias, enquanto na semana passada, giravam ao redor de três a quatro dias. Este fator encoraja as indústrias a pressionarem as cotações, após a forte recuperação desde o início de agosto.

Nesta quinta-feira a JBS deixou de realizar a compra de gado em todas as praças. De acordo com o analista da Scot, Alex Lopes da Silva, a movimentação faz parte, provavelmente, de uma estratégia da empresa e não teria relação com a mudança na presidência da empreaa ou questões judiciais. “É uma estratégia para mexer com o mercado, tanto é que as ações da JBS subiram durante o dia, o que comprova que é um movimento calculado”, disse o analista.

Enquanto isso, os preços da carne bovina seguem estáveis no atacado. O escoamento da carne segue lento e deve se tornar ainda mais moroso durante a segunda quinzena do mês, período que tradicionalmente conta com menor apelo ao consumo.

Dólar e ibovespa

O mercado cambial devolveu os ganhos, após o “prêmio de risco político” se elevar na quarta-feira e ter feito o dólar avançar em direção a linha de R$ 3,14. Apesar dos temores políticos prevalecer entre os investidores, o cenário de que o presidente Temer tem força no Congresso para barrar essa nova acusação do procurador geral da república, Rodrigo Janto, ajuda a conter o ímpeto de alta da moeda norte-americana.

A questão das contas públicas e o seu ponto chave, a reforma da Previdência, continuam no radar e devem ser determinantes para o comportamento do real frente ao dólar.

O fator que levou a desvalorização do dólar nesta quinta-feira foi alta de 0,41% do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central de julho ante junho, maior do que a aceleração de 0,19% projetada pelo mercado, que trouxe otimismo sobre a retomada econômica brasileira para os investidores. Assim no final do dia o dólar terminou negociado a R$ 3,116, com queda de 0,73%.

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou em queda de 0,18%, aos 74.646,68 pontos.

Soja

A soja na bolsa de Chicago teve uma quinta-feira de cotações expressivamente mais altas. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,49% no grão e 2,79% no farelo, e perdas de 0,17% no óleo.

Indicativos de que a demanda pelo produto americano segue aquecida garantiram elevações consistentes. Desta vez o Departamento de Agricultura doas Estados Unidos (USDA) indicou que as exportações semanais superaram 1,6 milhão de toneladas, enquanto o mercado trabalhava com estimativa de 1 milhão a 1,5 milhão de toneladas.

Neste momento, a projeção de supersafra americana para 2017/18, recorde e acima de 120 milhões de toneladas, está sendo ignorada pelo mercado. Boa parte dos investidores considerou o número superestimado. Mas há um quadro fundamental de pressão a ser enfrentado pelo mercado no curto prazo. A colheita está iniciando nos Estados Unidos, o que deve exercer uma pressão sazonal. E assim que as primeiras informações de boa produtividade chegarem a Chicago a tendência é de retração nos preços.

No Brasil o dia foi de preços da soja mais altos e mercado bem mais movimentado. Apesar da queda do dólar, Chicago registrou a segunda sessão de ganhos consistentes, garantindo a melhor movimentação interna.

No mercado gaúcho, aproximadamente 100 mil toneladas foram negociadas. No Paraná, 50 mil toneladas trocaram de mãos. Em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, o volume médio se aproximou em 10 mil toneladas por estado. Na Bahia, 20 mil toneladas foram comercializadas. No total, a movimentação girou perto de 200 mil toneladas.

Milho

A bolsa de mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho registrou preços mais altos. O cereal refletiu o bom desempenho das vendas líquidas semanais de milho dos Estados Unidos, que superou a expectativa do mercado.

Os embarques líquidos norte-americanos de milho para a temporada comercial 2017/18, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1.046.700 toneladas na semana encerrada em 07 de setembro. O México foi o principal comprador, com 433.400 toneladas. A estimativa dos analistas oscilava de 600 mil a 1,2 milhão de toneladas.

Enquanto isso, a colheita avança no meio oeste norte-americano, situação que deve resultar em pressão de queda no curto e no médio prazo. O relatório de avanço da colheita divulgado pelo USDA semanalmente assume um papel essencial na formação de tendência de curto prazo.

No mercado interno, o perfil de negócios com pequenos volumes continua. Essa situação quando acontece se dá devido à necessidade mais urgente de caixa. Os produtores rurais ainda optam pela retenção do produto, avaliando que os preços do milho são pouco satisfatórios no momento.