O mercado da pecuária bovina de corte segue mais uma semana com firmeza, frente a forte volatilidade dos mercados e turbulências causadas pela guerra no Oriente Médio. A pecuária de cria mostra muita energia na valorização de bezerros e também no gado magro, enquanto a menor oferta de vacas descartadas vai se confirmando pelo país. Com este cenário, é natural que arroba do boi gordo tenha bom desempenho na maior parte do país.
Contudo, ter bom desempenho, não significa que não há pressão ou tentativa de pressão negativa. Neste último dia 23, segunda-feira, as propostas para aquisição de animais prontos foram reduzidas no interior de São Paulo, mas o número de negócios fechados e boiadas disponíveis também tiveram um número menor.
Na outra ponta, quem segue chamando a atenção e com forte valorização é o bezerro. É o item mais claro que comprova a redução de fêmeas intensa nos últimos anos, fator que acarreta um bezerro de R$ 3.300,00, projetando para R$ 3.500,00, o que da 10 arrobas atuais de boi ou mais.
Para encerrar, as parciais das exportações brasileiras de carne bovina, seguem trazendo bons números, quando comparado a ano recorde de embarques em 2025 e, principalmente, o valor da tonelada, em crescimento. É o que mostra os dados da Secretaria de Comércio Exterior, que trouxe a receita média diária em US$ 64,4 milhões por dia útil, contra US$ 55,5 milhões em março do ano passado. O valor da tonelada também é expressiva US$ 5783,50 em março/26, contra US$ 4.900,4 em março/25.






