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Bertin desiste de projetos e negocia venda de ativos

24 fevereiro 2011 - 00h00Por Globo Rural

Com dificuldades para levar adiante os ambiciosos projetos em que se envolveu nos últimos anos, o grupo Bertin saiu a campo para vender parte de seus negócios. Na área elétrica, o Bertin ofereceu algumas termoelétricas à Cemig, que a princípio não se interessou. Agora, a empresa negocia com outros investidores, entre eles a MPX, do empresário Eike Batista.

O grupo desistiu na semana passada de seu lance mais audacioso, a hidrelétrica de Belo Monte, afirmando que pretendia priorizar outros empreendimentos. A decisão forçou o governo a correr atrás de um substituto para fechar o consórcio Norte Energia, que vai explorar a usina. Quatro empresas estão na mira do governo: Vale, CSN, Alcoa e Gerdau.

A Vale já foi procurada. Na semana passada, a mineradora recebeu de Valter Cardeal, executivo da Eletrobras e homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, convite para voltar ao empreendimento - a empresa era sócia do consórcio que perdeu a disputa por Belo Monte. Nesta terça-feira (22/02), executivos da Vale se reuniram em Brasília, DF, para começar a avaliar as condições do negócio. O substituto do Bertin precisa ser definido logo, para que as obras comecem antes das cheias no Rio Xingu.

A desistência de Belo Monte criou um problema para o governo, mas não é suficiente para devolver o fôlego financeiro ao Bertin, que precisa de R$ 10 bilhões até 2014 para tirar seus projetos do papel - sendo R$ 7 bilhões para construção de 31 usinas. Seis delas atrasaram e estão inadimplentes na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A empresa também foi multada pelo atraso, em R$ 1,2 milhão, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para vender parte dos ativos elétricos, a empresa teria contratado o Banco Votorantim.