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Assembleia de MS alerta deputados de todo o país sobre proliferação da mosca-de-estábulo

20 novembro 2009 - 00h00

Todos os presidentes das Comissões de Agricultura e Pecuária das Assembleias Legislativas receberão ofício com alerta sobre doenças causadas pela mosca-de-estábulo. A documentação é de autoria de Marcio Fernandes (PtdoB) do presidente da comissão de Mato Grosso do Sul. O inseto se alimenta de restos da cana-de-açúcar e, segundo o parlamentar, passa por forte proliferação no sul do Estado.

O deputado estadual quer que os colegas de todo o País pressionem o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para que tome iniciativas de combate à infestação, causadora de doenças em animais e pessoas.

Fernandes quer também que as bancadas federais sejam sensibilizadas. Em reunião em 11 de novembro, na Embrapa Gado de Corte da Capital, técnicos e produtores rurais discutiram na busca por alternativas de enfrentamento ao inseto. Ficou acertado que o necessário é as usinas diminuirem a quantidade de vinhoto e bagaço despejados no ambiente, por intermédico de melhores técnicas de manejo dos resíduos sucroalcooleiros. O encontro foi solicitado pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) e Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Outras entidades também compareceram.

Não existe tratamento contra a mosca e nem inseticida eficaz. A mosca suga o sangue dos animais (e pessoas). Ela se prolifera nas regiões onde existam usinas de álcool, pois vive dos restos de cana-de-açúcar, como vinhoto e bagaço. Seu ciclo de vida é de quatro dias e o raio de ação é de até 18 quilômetros do local de reprodução.

Após tomadas as medidas, conforme o parlamentar, caberia ao Mapa realizar estudos sobre a mosca e a promoção de campanhas publicitárias e auxílio aos produtores que sofrem com as consequências da proliferação do inseto.

Durante o encontro na Embrapa, de acordo com assessoria do deputado, o pesquisador Ivo Bianchini explicou que a mosca é comum nas três Américas e informou que o uso indiscriminado de inseticidas somente permite a resistência do inseto, uma vez que ainda não se conhece produto ativo que o combata.