O mercado do boi gordo apresentou ritmo lento nesta terça-feira (05), com frigoríficos retomando as compras em algumas regiões do país, mas ainda atuando de forma cautelosa. Em Goiás e Mato Grosso, parte das indústrias voltou às negociações priorizando lotes menores, em um cenário marcado por estabilidade na maior parte das praças e ajustes pontuais nas cotações.
Em Rondonópolis (MT), foram registrados recuos de até R$ 5 por arroba em alguns negócios. As negociações ocorreram entre R$ 345/@ e R$ 355/@, dependendo do padrão dos animais e da escala dos frigoríficos. Já em Goiânia (GO), os preços ficaram entre R$ 330/@ e R$ 335/@, também com pressão em determinadas operações.
No estado de São Paulo, o mercado seguiu em ritmo reduzido. O Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ registrou média à vista de R$ 353,80/@, com queda diária de 0,11%. O contrato futuro do boi gordo para maio na B3 fechou cotado a R$ 341,00/@, acumulando baixa diária de 1,73%.
Os dados do Cepea mostram que o movimento de ajuste ocorre após um período de valorização da arroba em várias regiões do país. Com escalas de abate mais confortáveis em parte da indústria, frigoríficos passaram a atuar com menor intensidade nas compras, reduzindo a pressão sobre os preços.
Ao mesmo tempo, o mercado de reposição segue sustentado. O Indicador do Bezerro MS Cepea/ESALQ fechou o dia em R$ 3.419,59 por cabeça, acumulando valorização de 0,32% no mês. O comportamento da reposição indica manutenção da demanda por animais jovens, principalmente em sistemas de recria e engorda.
Outro indicador acompanhado pelo mercado, o boi magro em São Paulo, registrou média de R$ 4.384,07 por cabeça, com recuo diário de 0,34% e queda mensal de 0,66%. Já no atacado paulista, a carcaça casada bovina apresentou estabilidade relativa. A carcaça casada do boi foi cotada a R$ 25,53/kg, com alta diária de 0,04%, enquanto a carcaça da fêmea fechou em R$ 23,47/kg, com recuo de 0,17% no dia.
Analistas do setor observam que o comportamento do mercado segue diretamente ligado ao consumo doméstico e ao ritmo das exportações de carne bovina. A entrada mais moderada dos frigoríficos nas compras também ocorre em um momento de maior oferta de animais terminados em algumas regiões produtoras.
Apesar da pressão observada na arroba em determinadas praças, o mercado ainda opera em níveis historicamente elevados para o período. O comportamento das escalas de abate, das exportações e do consumo interno deve seguir influenciando a formação dos preços nos próximos dias.




