Menu
Busca terça, 23 de abril de 2024
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
Previsão do tempo
24º
BOI GORDO

Arroba já é negociada abaixo de R$ 300 no mercado paulista

Na comparação com os preços de quarta-feira (17/8), a arroba do animal terminado registrou desvalorização de R$ 5/@ nesta quinta-feira, para R$ 295/@

19 agosto 2022 - 07h35Por DBO Rural

Nesta quinta-feira, 18 de agosto, o mercado brasileiro do boi gordo registrou uma nova rodada de baixa nas cotações da arroba em importantes praças, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

“A oferta de animais segue acima da necessidade de compra das indústrias”, relata a IHS Markit, acrescentando que, diante do quatro atual, a pressão de baixa nos preços do boi gordo deve perdurar até pelo menos a virada do mês.

Segundo apuração da Scot Consultoria, as escalas de abate alongadas pressionam as cotações do boi gordo nas praças do interior de São Paulo, referência para as demais regiões pecuárias do País.

“Com escalas de abate já fechadas para este mês e a lentidão do consumo doméstico de carne bovina, os frigoríficos paulistas abriram as compras pressionando as cotações”, ressalta a Scot.

Com isso, na comparação com os preços de quarta-feira (17/8), o boi gordo registrou desvalorização de R$ 5/@ nesta quinta-feira, para R$ 295/@ no mercado paulista, de acordo com a Scot.

Os preços das fêmeas gordas também tiveram desvalorizações nesta quinta-feira, em São Paulo. Segundo a Scot, o vaca gorda agora vale R$ 274/@, uma baixa diária de R$ 4/@, enquanto a novilha gorda é vendida por R$ 290/@, retração diária de R$ 2/@, acrescenta a Scot.

O boi-China (abatido mais jovem, com idade até 30 meses) é negociado por R$ 305/@ no mercado paulista. “Existem tentativas de compra abaixo dessa referência, porém com baixa efetividade nas negociações”, relatam os analistas da Scot.

Ao longo desta semana, em São Paulo, a cotação do boi, seja destinado ao mercado interno ou para exportação, caiu R$ 5/@, informa o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria.

Segundo ele, três fatores explicam o movimento de queda da arroba em pleno primeiro de entressafra de boiada terminada a pasto, a saber: 1) O alongamento de escalas com uma maior participação de contratos a termo no primeiro giro de confinamento; 2) O anúncio de férias em unidades compradoras que atendem ao mercado interno na última semana, sob alegação de dificuldade no escoamento dos estoques de carne; 3) Um aumento na oferta de fêmeas no primeiro semestre (dados apurados pelo IBGE).

Segundo a IHS Markit, a despeito da tendência baixista no curto prazo, o mercado do boi gordo segue na expectativa de uma retomada mais firme da demanda interna (pela carne bovina) a partir do início de setembro, período de recebimento dos salários, além do pagamento de dinheiro extra à população advindo dos programas de ajuda financeira lançados pelo governo federal.

Segundo o analista Felipe Fabbri, da Scot, no curto prazo, a expectativa é de pressão baixista, porém, diz ele, “enxergar mais adiante um cenário menos pressionado no mercado do boi não é utopia, uma vez que há a expectativa de menor oferta no segundo giro, ante o desempenho observado em 2021”.