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BOI GORDO

Animal comum destinado ao mercado interno fica abaixo de R$ 310/@ em SP

O macho anelorado, negociado aos frigoríficos sem prêmio-exportação, registrou baixa de R$ 2/@ nesta quinta-feira, 28 de julho, atingindo R$ 308/@, no prazo

29 julho 2022 - 07h38Por DBO Rural

Com escalas de abate alongadas e incremento no volume de bovinos oriundos do primeiro giro de confinamento, os preços da arroba nas praças de São Paulo seguem pressionados, informa nesta quinta-feira, 28 de julho, a Scot Consultoria.

Segundo os analistas da consultoria de Bebedouro (SP), houve queda diária de R$ 2/@ para o boi gordo “comum”, direcionado ao mercado interno – agora ele está valendo R$ 308/@, preço bruto, no prazo. As cotações da vaca e novilha gordas não sofreram alterações nesta quinta-feira, e seguem negociadas em R$ 280/@ e R$ 300/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

O boi-China (abatido mais jovem, com até quatro dentes) está cotado em R$ 320/@ no mercado paulista, mas, com o avanço na liquidez para esta categoria, ofertas abaixo da referência já são vistas, observa a Scot.

No restante das praças pecuárias, segundo apurou a IHS Markit, os preços físicos do boi gordo seguem estáveis, mas os frigoríficos continuam com tentativas de novos negócios em patamares inferiores aos valores vigentes.

Com a falta de entendimento entre indústrias e pecuaristas, o mercado repetiu o movimento observado desde o início desta semana, ou seja, as duas pontas do setor pecuário seguem na defensiva, e poucos negócios são fechados nas fazendas.

“As indústrias brasileiras permanecem predominantemente fora das compras de gado gordo e ainda oferecem preços abaixo do piso atual”, reforça a IHS, que completa: Os negócios são muito raros, já que, além da posição de cautela, há uma forte escassez de animais gordos terminados a posto neste momento de entressafra de capim.

“A maior oferta de gado disponível para abate neste período provém de animais de confinamento”, relata a IHS. Enquanto isso, muitos confinadores optam por aguardar melhores condições de preço para retornar as negociações, almejando preços minimamente remuneradores.

De toda forma, a pressão de baixa persiste mais fortemente em regiões onde ainda existe oferta de gado terminado a pasto remanescente, como no Norte do País, sobretudo no Pará, acrescenta a IHS.

Nesse Estado, muitas indústrias locais estão fora das compras de boiadas gordas, porém a maior disponibilidade de animais terminados a pasto permitiu empregar preços menores para a arroba – a IHS apurou recuo na praça de Paragominas, que passou a negociar o macho terminado por R$ 284/@, no prazo, o que representou baixa diária de R$ 6/@.

“Para evitar perda de peso dos animais neste período de entressafra de capim, muitos pecuaristas optam por liquidar a oferta, pressionando os preços”, ressalta a IHS, referindo-se aos negócios registrado nas praças da região Norte.

Segundo a IHS, as atenções estão voltadas ao período entre agosto e setembro, teoricamente, meses de maior escassez de animais, tanto os terminados no pasto quanto os fechados em confinamento. “Porém, há um ambiente de cautela que paira sobre todo o segundo semestre do ano”, observa a IHS.

“As indústrias seguem atentas em relação ao comportamento da demanda externa e interna pela carne bovina”, relata a consultoria, que completa: “Riscos de uma desaceleração na economia global podem afetar os embarques da proteína brasileira”, alerta a IHS. Além disso, dizem os analistas da consultoria, diante de um consumo global mais retraído, “pode-se esperar impactos negativos nos preços internacionais da proteína bovina”. 

Por sua vez, no mercado interno, as expectativas para a última medade do ano são mais positivas, pois espera-se um incremento da demanda mais significativo a partir da entrada de renda provinda dos programas de auxílio do governo federal. “O mercado projeta que uma parte significativa dos R$ 200 do Auxílio Brasil pode ser destinada ao consumo de carne bovina”, relatam os analistas.