Menu
Busca segunda, 28 de setembro de 2020
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
34ºmax
24ºmin
Notícias

Agroindústria do país registra queda de 4,9% em 2009, segundo IBGE

05 fevereiro 2010 - 00h00Por Globo Rural

A agroindústria brasileira fechou 2009 com retração de 4,9%, desempenho inferior ao de 2008 (alta de 1,7%), mas superior ao desempenho da indústria em geral, que registrou queda de 7,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (05/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Técnicos do instituto atribuem a queda à crise econômica global e à seca na região Sul do país, com a consequente redução de 8,3% da safra agrícola e o recuo de 28,7% nos investimentos em máquinas e equipamentos agrícolas, além da queda de 2,1% na compra de adubos e fertilizantes e de 15,7% na aquisição de defensivos agropecuários.

Ambos os semestres apresentaram queda, que foi de 5,3% no primeiro e de 4,5% no segundo. A retração menos intensa no segundo semestre se deve à melhora da atividade pecuária, que cresceu 1,8% no período.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a safra de grãos de 2009 foi a segunda maior da história (133,8 milhões de toneladas de grãos), resultado 8,3% inferior à safra recorde de 2008 (146 milhões de toneladas).

O setor de produtos industriais derivados da agricultura recuou 4% em 2009, com resultados negativos em seis dos oito subsetores pesquisados. De acordo com o IBGE, a queda dos derivados da cana-de-açúcar (-5,9%) é explicada pela redução de 15,4% na produção de álcool, devido ao direcionamento da safra para a produção de açúcar, que cresceu 4,0%, reflexo da alta dos preços internacionais, em função da queda da safra da Índia, o segundo maior produtor mundial. Com isso, as exportações de açúcar subiram 24,8%, enquanto as vendas externas de álcool recuaram 34,7%.

Outras influências negativas vieram dos derivados da soja (-9,1%), do milho (-2,4%) e do trigo (-4,2%), além do fumo (-2,4%) e da laranja (-9,5%). Já as contribuições positivas vieram do arroz (6,4%), produto direcionado ao mercado doméstico, e da celulose (0,2%), influenciada pela exportação.