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CARNE BOVINA

Abiec projeta que exportações devem ultrapassar a marca de 3 milhões/t entre 2025 e 2030

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques subiram 40,8% entre janeiro e dezembro/22 em relação ao mesmo período de 2021

08 fevereiro 2023 - 09h57Por DBO Rural

Considerado o maior exportador de carne bovina do planeta, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil fechou o ano de 2022 em alta nesse mercado. Segundo dados atualizados da Abiec, as exportações de carne bovina brasileira subiram 40,8% entre janeiro e dezembro de 2022 em relação ao mesmo período de 2021.

Segundo a associação, o volume embarcado acumulado do ano chegou a 2,3 milhões de toneladas, sendo 22,6% maior do que o volume registrado em 2021: 1,8 milhão de toneladas. A projeção é de que as exportações ultrapassem a marca de três milhões de toneladas entre 2025 e 2030.

Conforme dados da Abiec, só no primeiro semestre de 2022, o Brasil vendeu carne bovina para 132 outras nações. O dado mostra que a carne brasileira vem ocupando um espaço de destaque no comércio internacional.

Instituições especializadas indicam como principais motivos para esse feito a qualidade do produto nacional e o posicionamento do Brasil como um importante parceiro comercial de outras nações e não como competidor.

Conforme avaliação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o destaque do Brasil em relação às exportações é resultado de décadas de investimento em tecnologia, o que possibilitou elevar não só a produtividade, mas também a qualidade do produto, fazendo com que ele se tornasse competitivo.

A empresa pública de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ressalta ainda o fato de que a exportação de carne bovina representa 3% das exportações brasileiras e um faturamento de mais de R$ 6 bilhões. O quantitativo representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB) ou 30% do PIB do Agronegócio, movimentando mais de R$ 400 bilhões por ano.

No mercado financeiro, conforme levantamento do Infomoney, ações de frigoríficos brasileiros listados na B3 – Bolsa de Valores Brasileira – são opções para quem deseja ser sócio de empresas desse mercado. JBS (JBSS3), BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) são exemplos.

Principais destinos das exportações de carne brasileira – De acordo com dados da Abiec sobre os principais destinos das exportações da carne brasileira, a China se mantém em primeiro lugar, com compras de 1,2 milhão de toneladas, totalizando US$ 7,9 bilhões em faturamento em 2022.

Egito, com 96,6 mil toneladas em importações; União Europeia com 85,4 mil toneladas; Filipinas com 61,4 mil toneladas e Emirados Árabes Unidos com 58,5 mil toneladas. Mato Grosso, São Paulo e Goiás aparecem no topo do ranking dos estados responsáveis pelas exportações de carnes bovinas, conforme dados da Abiec. Minas Gerais e Mato Grosso do Sul ficaram com a quarta e a quinta posições respectivamente.

Números do setor já estavam em alta – De acordo com relatório publicado pela Abiec, as exportações de carne bovina brasileira já haviam atingido um recorde em 2021. Os embarques brasileiros alcançaram US$ 9,2 bilhões naquele ano, uma alta de 8,4% em relação a 2020.

Os valores negociados considerando somente a carne in natura, que corresponde a 80% do volume exportado em 2021, também apresentaram recorde. Foram US$ 5.170 por tonelada, alta de 18,2% em comparação a 2020.

Nesse mesmo período, o movimento do agronegócio da pecuária de corte foi de R$ 913,14 bilhões. Todos os negócios e movimentações relacionadas à cadeia de produção – incluindo valores dos insumos utilizados na pecuária, investimentos em genética, sanidade animal, nutrição, exportações e vendas no mercado interno – estão incluídos neste volume.

Pecuária e projeções

No cenário mais conservador, projeções da Abiec mostram que as exportações de carne bovina brasileira devem ultrapassar a marca de três milhões de toneladas entre 2025 e 2030.

Nesse cenário, a produção de carne precisará aumentar em 35% até 2030 para garantir o atendimento do mercado interno e externo. Para que o aumento seja possível, será preciso um incremento de 45% na produtividade média da pecuária brasileira.