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Projeto de ovinocultura expõe matrizes na Expogrande

27 março 2010 - 13h13Por Com assessoria Fundação Manoel de Barros

O Projeto Troca de Ovinos expõe 15 matrizes do grupo genético “Ovino Nativo Pantaneiro” na Expogrande 2010. Segundo o coordenador, professor Guilherme dos Santos Pinto, a exposição dos animais é importante para a divulgação do projeto. “Temos a expectativa de que entre o final de 2010 e início de 2011 o número de pequenos produtores atendidos pelo Troca de Ovinos aumente”, declarou o professor.

Na última sexta-feira (26), o coordenador dos projetos de pesquisa do Centro Tecnológico de Ovinocultura (CTO), professor Marcos Barbosa Ferreira, apresentou no 9º Encontro Estadual de Ovinocaprinocultura, a palestra “Ações da Universidade Anhanguera-Uniderp na Ovinocultura de Mato Grosso do Sul”.

Segundo Ferreira, houve grande interesse do público pelo projeto Troca de Ovinos. “Nosso Estado tem grande potencial para crescer na criação de Ovinos.”, afirmou o coordenador. O encontro foi organizado pela Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Ovinos (Asmaco).

O diretor administrativo da FMB, professor Marcos Henrique, destaca que “O Projeto Troca de Ovinos promove inclusão social e econômica de pequenos produtores e o interesse pela ovinocultura no Estado. O Projeto possui práticas que agregam valores, conhecimentos e melhorias de qualidade de vida aos produtores atendidos.

A criação de ovinos em Mato Grosso do Sul, vem como uma alternativa de criar uma cadeia produtiva com investimento reduzido, gerando renda e emprego, promovendo ao pequeno produtor mais uma fonte de desenvolvimento”, afirmou.

Sobre o Projeto

O Troca de Ovinos é desenvolvido em quatro fases. Na primeira, é feita a seleção de matrizes prenhes no Centro Tecnológico de Ovinocultura (CTO), localizado na Fazenda-Escola Três Barras da Universidade Anhanguera-Uniderp.

No CTO são realizadas avaliações genéticas dos reprodutores, matrizes e animais jovens para as características produtivas e reprodutivas, visando a maior produção de carne por hectare, em determinado tempo, a menores custos.

Os animais passam por uma criteriosa escolha de acordo com o desenvolvimento muscular, bom ganho de peso, boa capacidade de acabamento e adequado tamanho adulto, reduzindo os custos de manutenção, além da mensuração da capacidade reprodutiva e precocidade sexual.

Na segunda fase acontece a seleção e o treinamento dos produtores. Para participar é necessário ser pequeno produtor rural; preferencialmente morar na propriedade rural; utilizar mão de obra familiar; ter diversificação na produção; estar regular nos órgãos de fiscalização sanitária e fiscal; preferencialmente já ter tido contato com a ovinocultura; fazer parte da área de abrangência pré-determinada pelo programa; realizar curso de capacitação; assinar contrato de comodato no ato do recebimento dos animais e fornecer todo o apoio para o desenvolvimento do rebanho sob a orientação dos técnicos.

Na terceira fase é feito o repasse dos animais e o acompanhamento técnico. Finalmente, após o período de tempo de três a quatro anos, os produtores devem devolver a mesma quantidade de animais que receberam, observando o padrão zootécnico e sanitário.

O Troca de Ovinos é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Fundação Manoel de Barros (FMB) e Anhanguera-Uniderp em parceria com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Câmara Setorial de Ovinocaprinocultura de Mato Grosso do Sul e Prefeitura Municipal de Campo Grande.