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Agricultura

Agricultores de Bonito já utilizam composto orgânico

24 setembro 2010 - 00h00Por MS Notícias

 A Agraer e a prefeitura municipal realizam o trabalho de entrega do composto orgânico produzido na Unidade de Processamento de Composto (UPC), instalado no Unidade de Processamento de Lixo (UPL) de Bonito, pelo projeto GEF Rio Formoso.

Nesta fase foram atendidos sete produtores rurais e uma comunidade de assentamento. O composto foi entregue aos produtores para que eles realizem avaliações, supervisionadas pela Agraer, do desempenho do produto em campo com enfoque na agricultura orgânica.
Com o objetivo de apoiar ações ambientais parte do composto foi destinado ao viveiro municipal para produção de mudas de árvores. O composto também foi destinado para a utilização nos jardins públicos e praças.

A UPC ficou em funcionamento por onze meses. Para a produção do composto foram utilizados galhos de árvores triturados provenientes de poda urbana, grama das podas de praça e resíduos orgânicos da separação do lixo de restaurantes e hotéis de Bonito. Em onze meses foram produzidas 77 toneladas de composto e análises químicas realizadas pela Embrapa Solos do Rio de Janeiro atestam a qualidade do composto.

A produção de composto utilizando os resíduos orgânicos provenientes da área urbana proporciona ganhos ambientais diversos. Os resíduos orgânicos, quando enterrados, produzem o gás metano, altamente poluente para a atmosfera. Com a técnica de compostagem esse gás não é produzido. Outro problema que os resíduos orgânicos podem causar quando aterrados é a produção de chorume, líquido poluente que infiltra no subsolo e contamina o lençol freático. Na compostagem o chorume é coletado e destinado corretamente. 

Na área de saúde pública a técnica de compostagem possui a vantagem de controle de moscas entre outros insetos vetores de doenças. Quando destinamos os resíduos vegetais (folhas de árvores) para a compostagem, as pessoas deixam de queimar as folhas e produzir o “fogo urbano” que traz problemas respiratórios com a fumaça. O aterro sanitário também passa a ter uma vida útil maior com a diminuição de material a ser depositado.

Outra vantagem foi averiguada nos locais onde foi feita a coleta diferenciada. Com a separação dos resíduos orgânicos úmidos (sobras de alimentos) dos recicláveis (papel, plástico, metal), ocorreu melhoria na organização e maior qualidade dos resíduos recicláveis, facilitando o trabalho de reciclagem desses produtos. 


O projeto GEF Rio Formoso demonstrou que a organização e o destino adequado dos resíduos urbanos podem trazer inúmeros benefícios à polução e ao município. Toda a população precisa ter consciência e preocupação com o destino adequado do “lixo” (resíduos sólidos) produzido em sua residência ou local de trabalho.


O sucesso da qualidade da compostagem limpa é resultado da separação realizada pelos funcionários das empresas parceiras do projeto, como o Hotel Piramiuna, Hotel Maruá, Albergue, Restaurante Tapera, Restaurante Casa do João, Restaurante Arco Iris e Restaurante Casa da Vovó.

A atividade da produção de composto orgânico proveniente da área urbana para ser utilizado na área rural demonstrou um exemplo de sistema sustentável para o município. Os resíduos que seriam desperdiçados em uma vala no aterro, quando destinados e manipulados corretamente, passaram a beneficiar e apoiar ações no campo, voltadas à agroecologia.