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Agricultura

Agraer tem recurso em caixa para compra de outros 123 equipamentos agrícolas, anuncia dirigente

07 dezembro 2016 - 12h35Por Sepaf-MS

 “Através do sistema de compra do governo do Estado e boa gerência da Agraer nos recursos liberados, conseguimos um saldo excedente de R$ 544 mil. Com esse dinheiro vamos comprar mais 26 resfriadores e 97 ordenhadeiras que atenderão outras famílias agrícolas”, anunciou o diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Enelvo Felini, durante a solenidade de entrega de 159 equipamentos a associações de pequenos produtores e prefeituras nesta segunda-feira (5).

Com meio milhão de reais sobrando em caixa, recurso que é fruto dos juros do capital, os R$ 454 mil liberados por meio dos dois convênios de 2011, a Agraer vai conseguir atingir um número ainda maior de agricultores familiares.

Nesta primeira remessa de entrega, a Agraer conseguiu repassar a classe rural cerca de R$ 220 mil em ordenhadeiras. Recurso viabilizado via Caixa Econômica Federal, MDA e governo do Estado que possibilitou a compra de 131 unidades. Já para os resfriadores foram R$ 454 mil investidos. Dinheiro esse que foi repassado via Sudeco e Agraer.

A cerimônia de entrega foi realizada no pátio da Cepaer (Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer). Só com o valor bruto dos dois convênios já foi possível a compra de 159 equipamentos, 131 ordenhadeiras e 28 resfriadores. Aparelhos que trarão mais qualidade, higiene e, consequentemente, mais renda as famílias rurais.

“A entrega de equipamentos permite ao pequeno produtor ser mais competitivo. Com os resfriadores, nas associações, muitas das vezes você não precisa, todos os dias, liberar o leite. Você se torna mais competitivo, porque pode armazenar na condição ideal e, na maioria das vezes, será remunerado por isso, com um preço mais competitivo”, avaliou o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, durante o evento.

Em seu pronunciamento, Azambuja ainda avaliou outros importantes pontos quanto à valorização do pequeno produtor no setor leiteiro. “Disponibilizar ordenhadeiras para melhorar a qualidade da captação do leite é fundamental. A qualidade do leite é necessária para o sucesso da indústria. Quanto melhor a qualidade do leite entregue na indústria, mais competitivo o pequeno produtor será”, afirmou.

Pelo cumprimento de suas funções, o desempenho da direção da Agraer também foi lembrado pelo chefe de Estado. “Resgatar um convênio que é de 2011 é muito importante. Houve um resgate do que estava quase perdido e conseguiu, ainda, além da entrega, fazer a multiplicação. E, hoje, os governos têm que entender que têm que fazer as multiplicações também. 040É fazer mais com menos. Comprar melhor, negociar melhor, para poder fazer as entregas. Aqui, nós vamos praticamente dobrar o número de equipamentos. Está é a segunda entrega que fazemos, e com os juros do capital será possível  uma nova compra, ou seja, vamos dobrar o número de equipamentos”, destacou.

Repasse que é bem recebido por aqueles que estão, diariamente, no curral. “No meu caso que recebi uma ordenhadeira, vai facilitar e trazer mais higiene durante o trabalho. Tenho 40 vacas e 20 estão em lactação. Então, se pensar em todos esses animais, a gente pensa que será mais rápido o trabalho e menos estresse aos animais”, afirmou José Francisco de Oliveira, produtor do assentamento Santa Teresinha, município de Sidrolândia.

Mais investimentos

E do que depender da Agraer o fortalecimento da agricultura familiar não se limitará nestes equipamentos. Muitas outras ações estão sendo avaliadas e postas em prática pela equipe da Agência, conforme declaração dada, no evento, pelo diretor-presidente da Agência, Enelvo Felini. “A demanda na agricultura familiar é muito maior do que entregamos hoje. Temos 6 mil sacos de milho para ser entregues a  produtores tradicionais e assentados, ou seja, serão 18 mil quilos de insumos repassados. Uma parceria nossa com o Incra e o DFDA”.

Na linha de pesquisa, a Agraer também vem investindo firme em busca de inovações e valorização da equipe de pesquisadores. “A Cepaer está em reforma e, amanhã [6 de dezembro] nós entregaremos ao secretário de Obras Marcelo Miglioli todo o plano de trabalho para licitar uma obra. São R$ 620 mil, em conta, que serão aplicados. Também estamos dando andamento a uma  unidade referencial de leite. Já estamos com R$ 1,4 milhão  em caixa. Vamos começar a obra em poucos dias. É uma  obra orçada em R$ 2,4 milhões. Uma unidade que servirá como modelo para o produtor que deseja melhorar a sua produção”, disse.

Os incentivos as comunidades indígenas também não foi esquecido pelo dirigente da Agraer.  “Vamos fazer a licitação do Proacin na próxima sexta-feira, 9 de dezembro, e em janeiro, o governador já poderá fazer o repasse de insumos. Ao todo serão 69.200  mil de óleo diesel, 485 sacas de arroz, 578 de feijão e 1.090 de milho para as comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul”.

“Também estamos aplicando recursos na irrigação de pastagem. Pretendemos colocar a irrigação em mais de 230 propriedades para aumentar a nossa produção de leite”, garantiu.

Já no setor de hortifrúti, a “menina dos olhos” da Agraer, no momento, é a Ceasa de Dourados. “A licitação não deve chegar a R$ 5 milhões. A Agraer fez uma economia, apertou um pouco  e, agora, queremos fazer o lançamento da pedra fundamental em dezembro. Uma forma de contar com a participação da atual prefeitura de Dourados que tanto nos ajudou com o projeto, inclusive, com a doação do terreno de 5 hectares”.

“É de suma importância que a licitação inicie. A gente quer levantar a Ceasa de Dourados ainda no primeiro semestre de 2017. Sabemos que há 14 anos houve reuniões com propósito semelhante. Mas, só agora com a determinação do governador do Estado e com o empenho da Sepaf e Agraer é que o projeto está sendo de fato colocado em prática”.

Outro eixo que ganhou mais espaço na Agraer é a produção agrícola nas comunidades quilombolas. “Estamos com um projeto semelhante ao Proacin. Vamos atender as 23 comunidades com óleo diesel e sementes de milho e feijão. Ainda esta semana o projeto chegará à mesa do governador”, afirmou Felini.

A erva-mate é outro assunto que passa a ter notoriedade já no começo de 2017. “Já está na conta da Agraer R$ 2,7 milhões. Dinheiro que veio de Brasília através do senador Moka e contrapartida do governador Reinaldo Azambuja. Vamos atingir toda a fronteira do Mato Grosso do Sul. É quase lamentável, mas, 90% da erva do nosso tereré vem de fora, importadas de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, detalhou Felini.

“Temos, hoje, apenas 350 hectares de erva-mate no Estado. Precisamos chegar a 2 mil hectares para que a possamos atingir a produção de consumo que temos hoje. Na Cepaer, estamos com 250 plantas para que seja estudado o seu desenvolvimento da espécie”.

Por fim, o diretor-presidente da Agraer falou também do acesso a terra. “Se em 2014, o governo do Estado atingiu 57 famílias pelo Crédito Fundiário. Entre 2015 e 2016, o atual governo já atendeu 785 famílias pelo mesmo programa. O governo vem trabalhando arduamente para atender as famílias com vocação em trabalhar e produzir na terra. Em breve, vamos entregar outros 40 lotes no município de Rochedo”.

E a prestação de contas da Agraer, neste final de ano, promete ser positiva à população rural. “Entre o que entregamos hoje [5 de dezembro] e as patrulhas mecanizadas que estaremos licitando, no dia 19 de dezembro, o governo do Estado vai entregar, provavelmente, mais de 400 itens para a agricultura familiar. Isto é algo extraordinário em termos de quantidade, valor e importância às famílias”, concluiu Felini.