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Pecuária

Veja como o seguro rural protege a criação pecuária

30 outubro 2017 - 13h58Por Canal Rural
Veja como o seguro rural protege a criação pecuária

Quando o agricultor procura um seguro para proteger a sua lavoura, ele pensa logo nas intempéries climáticas que podem prejudicar a produção. Mas, e para quem trabalha com animais, como deve ser levantado os riscos para a o rebanho e o valor de um seguro?

Segundo especialistas, cada caso deve ser analisado separadamente e o tipo de atividade influencia decisivamente no tipo do seguro. O seguro pecuário serve para animais destinados ao consumo, produção, cria, recria, engorda ou trabalho por tração e o valor para um quarto de milha puro, que custa em média de R$ 25 mil a R$ 30 mil, é de R$ 1.200, com cobertura apenas em caso de morte. Quando também envolve cobertura de saúde, o valor sobe R$ 1.900 por ano.

Esse é um exemplo prático de como funciona o seguro para animais e como ele pode ser importante quando um imprevisto acontece, como relata o presidente do Núcleo de Criadores de Cavalos Quarto de Milha do Distrito Federal, Eugênio Menezes. “Tive uma experiência com um animal que sofreu um incidente, provocado por um parto e foi para o hospital. Ele passou por uma cirurgia e eu tive uma perda financeira muito grande com a reposição desse animal, pra eu continuar praticando o esporte, além da perda do animal que tinha um valor e das despesas hospitalares. Depois disso, passei a valorizar o seguro”, comentou.

A principal vantagem da contratação do seguro pecuário é justamente por conta da alta quantidade de problemas de saúde, aos quais os animais estão expostos. Toda vez que o animal sente dor ou sofre alguma lesão, acaba se jogando no chão e passa mais tempo deitado do que o comum e isso provoca o deslocamento do intestino, que ocasiona as cólicas.

Uma cirurgia para corrigir esse problema custa em torno de R$ 6 mil. “Quando o cavalo está embaiado, fica com uma tendência muito forte de ter cólica, que pode levar ao óbito. Esse problema é, normalmente, resolvido por um procedimento cirúrgico”, contou Eugênio.

Apenas duas seguradoras no brasil oferecem o seguro de vida e saúde animal e o vice-presidente da Federação Nacional das Corretoras de Seguro, Dorival Alves de Souza, diz que o mercado é praticamente inexplorado, já que o número de criadores que contratam o serviço é ainda menor comparado ao seguro agrícola.

“É possível que existam alguns fatores regionais que as companhias não estejam preparadas. Quando a companhia seguradora se propõe atuar em determinadas regiões do território nacional, tem que ter focos, médico veterinário e uma equipe treinada para poder explorar aquele nicho”, comentou.