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Vigor reduz participação de longa vida nas vendas no 3º trimestre

12 novembro 2012 - 02h27Por Valor Econômico
Vigor reduz participação de longa vida nas vendas no 3º trimestre

 A Vigor Alimentos, empresa de lácteos do grupo J&F - holding que controla a JBS -, reduziu a participação do leite longa vida (UHT) nas vendas do terceiro trimestre deste ano.

No terceiro trimestre deste ano, a participação do leite longa vida nas vendas da Vigor foi de 7%, ante os 10% registrados um ano antes. Na mesma comparação, a receita líquida da categoria foi de R$ 25,458 milhões, queda de 23,6%. O volume produzido também caiu 23,6%, para 14,7 mil toneladas.

A receita total da Vigor no período foi de R$ 340,3 milhões. No Brasil, o leite UHT é um dos produtos que apresentam menor margem de operação, em alguns casos até negativa.

O espaço perdido pelo leite UHT foi ocupado pela categoria conhecida como “spreads”, que inclui produtos como margarina, manteiga, gorduras e maionese. A fatia dessa categoria nas vendas da Vigor avançou dos 29% registrados no terceiro trimestre do ano passado para 32% no mesmo intervalo deste ano.

Entre julho e setembro deste ano, o segmento de “spreads” da companhia de lácteos obteve receita líquida de R$ 109,1 milhões, avanço de 17,1% sobre os R$ 93,1 milhões reportados no terceiro trimestre de 2011. Já o volume comercializado da categoria subiu 5,7%, para 35 mil toneladas.

A maior fatia das vendas da Vigor no trimestre foi a categoria de “lácteos”, que abriga produtos como iogurte, sobremesas, requeijão, parmesão, queijo especiais, cremes, entre outros. No trimestre, esses produtos foram responsáveis por 54% das vendas da empresa, mesma fatia do ano passado. Entre julho e setembro, a categoria rendeu R$ 184,097 milhões, crescimento de 5,9% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Na mesma comparação, o volume comercializado avançou 2,9%, para 33,1 mil toneladas.

A estratégia implementada pela Vigor aumentou o preço médio dos produtos vendidos. O preço do leite longa vida manteve-se inalterado na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, em R$ 1,7 mil a tonelada.

Já o preço médio dos “spreads” saltou 10,8%, para R$ 3,1 mil a tonelada. Enquanto isso, o preço dos “lácteos” subiu 2,9%, para R$ 5,6 mil a tonelada. Com isso, a média de preços de todos os produtos vendidos pela Vigor saltou 8,3%, para R$ 3,7 mil a tonelada.

O forte aumento de preços dos “spreads”, porém, não foi todo capturado pela Vigor. Ainda que tenham maior valor agregado que o leite longa vida, os “spreads” sofreram reajustes maiores no trimestre devido à alta de insumos como óleo de soja e de palma.