A Vermelho Beef foi um dos destaques do Congresso Mundial de Brangus ao apresentar, na Fazenda Indaiá em Paraíso as Águas/MS — propriedade onde é produzida a carne da marca — uma desossa ao vivo seguida de degustação de cortes para cerca de 300 participantes do evento internacional. A atividade, ocorrida nesta terça (24), integrou a programação técnica do congresso, realizado no Brasil e que reuniu representantes de 11 países ligados à pecuária e à cadeia da carne.
Durante a visita, os participantes conheceram de perto o modelo produtivo adotado na fazenda, que integra genética, manejo, rastreabilidade e controle de processos, evidenciando como a produção no campo está diretamente conectada à experiência final do consumidor.
Para o diretor de operações do Grupo Vermelho, Eduardo Fornari, a participação no congresso reforça o papel da empresa como elo entre produção e consumo. “Desde o início do nosso projeto, apostamos na qualidade da carne. No começo o mercado olhava muito apenas para a maciez, mas percebemos que era preciso avançar, trazendo mais sabor e suculência sem perder essa característica. O Brangus entrou muito bem nessa construção, permitindo trabalhar com animais mais maduros, com maior marmoreio e um resultado que gera grande satisfação ao cliente”, explicou.
Segundo ele, apresentar esse trabalho durante o encontro mundial representa reconhecimento ao modelo desenvolvido pela empresa. “Temos a responsabilidade de ser a ponta final da cadeia, de pegar todo o trabalho que acontece dentro da porteira e entregar isso na mesa do cliente como uma experiência completa. Participar do congresso mundial e mostrar nossa produção de campo foi algo muito significativo para nós.”
Produção acompanhada do início ao fim
A Fazenda Indaiá, responsável pela produção da carne Vermelho Beef, recebeu delegações da Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai, México, Estados Unidos, Peru, África do Sul, Costa Rica, Nicarágua, Venezuela, Tailândia e Bolívia. Durante a programação, os visitantes acompanharam uma desossa ao vivo, iniciativa que permitiu visualizar todas as etapas que antecedem a chegada da carne ao mercado.
O gerente administrativo da fazenda, Clóvis Guidelli Garcia Júnior, destacou que a proposta foi aproximar o público do processo produtivo. “Realizamos uma desossa ao vivo para que as pessoas pudessem entender o que é um produto de qualidade, resultado de um trabalho que leva cerca de 3 a 4 anos até ficar pronto e chegar às gôndolas mais exigentes do país. Ficamos muito felizes em receber o Mundial Brangus e ver nosso trabalho sendo reconhecido no Brasil e agora também internacionalmente”, afirmou.
Ele ressaltou que o diferencial está no controle rigoroso de todas as fases da criação. “Existe muita responsabilidade com os animais. Fazemos o acompanhamento desde a concepção, passando pela gestação, recria e terminação. Dominar todo o processo produtivo é fundamental para manter o padrão da carne produzida aqui.”
Garcia Júnior também destacou a escolha pela raça Brangus como base do sistema produtivo. “O Brangus naturalmente entrega uma carne com qualidade reconhecida internacionalmente. Nosso objetivo é garantir que o produto consumido aqui seja equivalente ao que se encontra em qualquer lugar do mundo.”
Brasil em evidência na pecuária internacional
De acordo com o executivo da Associação Brasileira de Brangus, Roberto Grecellé, o congresso reforça o protagonismo do Brasil na produção pecuária global. “O Brasil está entre os países mais relevantes da produção pecuária, ao lado de Argentina, Estados Unidos e México, com sistemas focados em eficiência e qualidade de carne. O congresso acontece a cada dois anos e, em 2026, chegou a vez do Brasil mostrar sua realidade produtiva.”
Segundo ele, a diversidade dos sistemas visitados impressionou os participantes estrangeiros. “Percorremos cinco estados e quatro biomas diferentes, e os visitantes puderam ver o Brangus entregando bons resultados em todas essas realidades. Isso chamou muita atenção.”
Grecellé também destacou a complementaridade entre raças na pecuária nacional. “Não se trata de Brangus ou Nelore, mas de Brangus e Nelore. Essa combinação é uma receita importante para o desenvolvimento da pecuária tropical brasileira.”
Conexão entre campo e consumidor
A visita técnica à Fazenda Indaiá demonstrou, na prática, como genética, tecnologia e manejo integrado permitem transformar produção pecuária em alimento de alto valor agregado, fortalecendo a conexão entre quem produz e quem consome.
Ao participar do evento para visitantes de diferentes países, a Vermelho Beef apresentou não apenas seus cortes, mas todo o processo que começa no campo e chega à mesa, reforçando o papel do Mato Grosso do Sull como referência internacional na produção de carne.






