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"Só o Brasil abre mão de produção em favor da preservação", diz Katia Abreu

16 dezembro 2009 - 00h00

A senadora Kátia Abreu, presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) afirmou, nesta terça-feira (15), durante palestra no Espaço Brasil, na Conferência do Clima, em Copenhague, Dinamarca, que serviços ambientais e recompensas econômicas para os produtores rurais brasileiros são absolutamente “justas e inadiáveis”, uma vez que eles estão deixando de produzir alimentos, deixando de gerar riquezas, divisas e empregos, para preservar o meio ambiente.

“De todas as nações do mundo apenas o Brasil está efetivamente abrindo mão de terras produtivas em favor da preservação ambiental, temos a segunda floresta nativa do mundo quase que integralmente preservada”, afirmou a senadora, lembrando que a Rússia e o Canadá têm florestas, só que naqueles países as condições climáticas não favorecem a expansão agrícola. “No Brasil, as condições climáticas são extremamente favoráveis, mas estamos garantindo a preservação”, assinalou.

“Ao contrário de informações equivocadas que algumas ONGs insistem em espalhar”, disse a presidente da CNA. “O Brasil vai muito bem na defesa do ambiente e na produção de alimentos. Em 2004, foram desmatamos na Amazônia cerca de 27 mil quilômetros quadrados, mas em 2009 esse número caiu para sete mil quilômetros. Isso representou uma grande diminuição da emissão de CO2”, argumenta.

Floresta Amazônica – A senadora ainda disse que a floresta Amazônica não pode ser conhecida apenas pela sua capacidade de transformar gás carbônico em oxigênio. Ela é a garantia de biodiversidade no planeta. “Esta ideia, esta metáfora do pulmão do mundo, é muito pouco, a Amazônia representa muito mais, ela é uma garantia de biodiversidade no planeta, é um patrimônio do Brasil e das gerações futuras”, afirmou, destacando que todos os outros biomas são igualmente essenciais.

Desmatamento Zero – “Nós acreditamos no desmatamento zero e acreditamos no desmatamento zero já”, frisou. Conforme Kátia Abreu, a mudança do Código Florestal -que está na pauta de reivindicações dos produtores brasileiros- não tem o objetivo de produzir qualquer dano ao meio ambiente. “Ao contrário, nós, produtores, temos interesse na preservação, queremos sim a consolidação das áreas de produção, mas não queremos desmatar mais um palmo da floresta”, assegurou. “Além disso, queremos recuperar áreas sensíveis, corrigir erros cometidos no passado”, completou.