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Sem demanda nova e com oferta de animais prestes a aparecer, tendência é de baixa para o boi gordo

03 maio 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

A semana começa morna no mercado do boi gordo. Os negócios seguem travados, buscando reajuste após os efeitos da operação Carne Fraca, nos preços da arroba e nas vendas de carne.

Em abril, o levantamento preliminar da consultoria MBAgro, apontou queda de aproximadamente 20% no volume de animais abatidos, em função do fechamento de unidades frigoríficas e a postura retida dos pecuaristas.

Para maio, "a tendência é de que continue menor o número de frigoríficos abatendo e, então teríamos um mercado mais difícil", ressalta o analista, Cesar de Castro Alves, da MBAgro.

Em São Paulo, o indicador Esalq/BM&F fechou na última sexta (29) em R$ 139/@. Embora tenha recuperado parte das perdas, o preço da arroba segue abaixo do praticado antes da operação da Polícia Federal.

Segundo Alves, os fundamentos do mercado não indicam melhora nos preços no curto e médio prazo. "Dependemos de melhora no consumo interno e de redução de oferta, mas nenhuma dessas duas hipóteses parece segura”, diz.

Para os frigoríficos o cenário é mais positivo, muito embora eles relatem dificuldade na venda de carnes. Desde a Carne Fraca, as cotações da arroba caíram significativamente, enquanto os preços da carne conseguiram se sustentar - inclusive apresentando alta em determinados cortes.

Esse fator colaborou com as margens de comercialização das indústrias. Segundo a MBAgro o indicador atingiu o melhor patamar dos últimos dez anos. "Mas, é verdade que mesmo com a margem melhor, eles estão vendendo menos e, mais plantas fechadas significa que os custos fixos precisaram ser diluídos nas que estão em operação", lembra Alves.

Por essas questões é que o analista diz não acreditar em pagamentos maiores na arroba, mesmo com margens elevadas dos frigoríficos.