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SC: Aurora centraliza produção de ração

09 dezembro 2009 - 00h00Por Valor Econômico, por Vanessa Jurgenfeld.

Depois de quase dois anos em obras, a Coopercentral Aurora inaugura no próximo dia 17 a sua fábrica de rações em Cunha Porã (SC). Com investimentos de R$ 65 milhões, a cooperativa vai centralizar a produção de ração que até agora estava em duas unidades distintas, uma própria, em Chapecó (SC), e outra alugada da cooperativa Alfa, localizada em Quilombo (SC).

De acordo com o diretor de agropecuária da Aurora, Marcos Zordan, a nova fábrica representa uma economia de R$ 11 milhões por ano para a cooperativa. Além de centralizar a produção, a unidade estará mais próxima às granjas de frango dos cooperados da Aurora, reduzindo custos de transporte. Além disso, afirmou, a planta permitirá um aproveitamento maior da matéria-prima por ser mais moderna e segregar melhor os compostos da ração e por ter maior segurança alimentar.

Com a unidade, a Aurora ganha, principalmente, em competitividade. " A concorrência está cada vez mais forte no mundo, agora vamos ficar com custos de produção similares ao dos Estados Unidos " , disse Zordan, sem revelar valores.

A fábrica é exclusiva para a produção de ração para criação de frangos de corte e matrizes. A intenção da Aurora era inaugurá-la no meio deste ano, mas a obra atrasou em razão da crise econômica mundial no fim de 2008, que afetou a demanda no mercado internacional, e por conta das fortes chuvas que atingiram o Estado no segundo semestre do ano passado.

Dos R$ 65 milhões investidos na indústria, R$ 56,7 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os demais recursos foram próprios, segundo a Aurora.

A indústria tem capacidade dinâmica de recebimento de milho e farelo de soja de 300 toneladas por hora, capacidade de armazenagem de milho de 25 mil toneladas e capacidade de armazenagem de farelo de soja de 2,8 mil toneladas. Isso permitirá a produção de 80 toneladas de ração por hora.

Marcos Zordan afirma que há uma melhora na demanda no setor de frango neste último trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, mas há dificuldades em incremento da lucratividade, uma vez que o câmbio está desfavorável às exportações.