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Safra 2016/17 tem 415 ocorrências de ferrugem na soja em 13 estados

13 abril 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

Na última safra, a situação da ferrugem asiática foi um pouco mais amena em comparação à safra anterior, de acordo com Rafael Soares, pesquisador da Embrapa Soja e membro do Consórcio Antiferrugem. Os plantios mais tardios acabaram sofrendo mais com as falhas de controle, mas, de forma geral, houve um bom controle da doença, o que está resultando em uma safra de boa produtividade.

O mapeamento do Consórcio Antiferrugem identifica, por meio de uma amostragem, que foram 415 ocorrências da doença em 13 estados do Brasil - ou seja, todos os principais estados produtores registraram alguma ocorrência, mas não há, no entanto, registros de perdas elevadas.

De forma geral, as ocorrências localizadas podem sair um pouco da média. Alguns locais no Paraná, que sofreram com falta de chuva, foram mais afetados, mas de forma geral, Soares lembra que a superssafra de soja brasileira deve vir com recorde de produtividade neste ano.

Geralmente, um conjunto de medidas evita o aparecimento da ferrugem na safra. Isso, segundo Soares, começa no meio do ano, com vazio sanitário, sem deixar plantas guaxas. Com boas chuvas no início da lavoura, também ajuda. Depois, o agricultor deve entrar controlando e fazendo aplicações preventivas no momento correto, com os produtos mais adequados.

A última molécula eficiente, a carboxamida, mostrou nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul a perda de eficiência no combate à ferrugem asiática. Isso não ocorreu de forma generalizada. Soares aponta que o problema maior ocorre com a pressão do uso de fungicidas sobre a doença, o que leva a mais chances de selecionar os indivíduos resistentes dos fungos.

É difícil de prever, como lembra o pesquisador, se os fungos continuarão apresentando resistência na próxima safra - já que estes podem não se adaptar ao meio ambiente. Soares aconselha os produtores a buscarem ensaios regionais realizados pelas cooperativas ou pelas fundações de pesquisa para conferir a porcentagem de eficácia de certos produtos, além da alternativa de se utilizar fungicidas protetores junto às carboxamidas. O percentual ideal de eficiência dos produtos com carboxamidas é acima de 80%.