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Restrições ambientais dificultam negócios

08 fevereiro 2010 - 00h00Por Diário de Cuiabá.

As restrições ambientais para a prática da atividade agropecuária e a lentidão dos órgãos do meio ambiente na liberação de licenciamentos são os principais entraves para concretização de vendas de terras em Mato Grosso. Segundo entidades de classe, os produtores estão mais conscientes e trabalhando dentro do que permite a legislação ambiental.

Os analistas apontam que em Mato Grosso, quanto mais formada a área, mais valorizada ela se torna. Quanto menos formada, necessitando de desmatamento, menor é a valorização.

Como a anunciada revisão na legislação que regulamenta a compra de terras por estrangeiros ainda não saiu, as compras financiadas por capital estrangeiro seguem ocorrendo, evidentemente de forma mais concentrada no Centro-Oeste e Nordeste brasileiro. “Para o caso específico dos investidores estrangeiros é necessário considerar que a contínua apreciação do real frente ao dólar norte-americano permite ganhos muito consideráveis decorrentes deste processo, que deve se intensificar com o país alcançando o grau de investimento, o que deve atrair mais capital para o país”, destacam.

Áreas abertas – De acordo com levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja), Mato Grosso tem 61% de sua área ainda preservada. “O nosso objetivo não é aumentar área, mas trabalhar as já abertas e melhorar a infra-estrutura”, afirma o presidente da entidade, Glauber Silveira.

Segundo os produtores, a tendência é a valorização das terras abertas, já que as áreas de fronteira apresentam problemas, como as dificuldades para se conseguir licenças ambientais e os altos custos da preparação da lavoura. Os agricultores alegam que os preços estão acima da média, com o hectare da terra chegando a custar até 300 sacas de soja. Mato Grosso tem aproximadamente 6 milhões de hectares de agricultura que poderiam ser utilizadas. Mas os produtores garantem que a intenção não é abrir novas áreas.