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Redução de etanol de 25% para 18% economizaria 140 milhões de litros por mês

13 julho 2011 - 11h53Por agencia Estado
Redução de etanol de 25% para 18% economizaria 140 milhões de litros por mês

A redução da mistura do anidro na gasolina de 25% para 18%, que está sendo discutida pelo governo, terá um impacto pequeno na queda do consumo, de apenas 140 milhões de litros por mês, cerca de 10% do etanol vendido no período, avalia a Archer Consulting.

– Na ponta do lápis não é negócio e, além disso, uma redução da mistura pode levar os usineiros a destinar mais cana para o açúcar – afirma Arnaldo Correa, gestor de riscos da empresa.

Se o impacto no consumo tende a ser pequeno, a medida também deve ter um efeito quase insignificante na inflação, segundo Ana Malvestio, sócia do centro de serviços de agribusiness da PriceWaterhouseCoopers.

– O maior impacto na inflação vem do preço da gasolina, que tem maior peso na inflação, e não do etanol – disse sobre a possível redução da mistura.

A executiva afirma que a menor produção de etanol é um fato consumado e o que precisa ser discutido agora são os caminhos a serem trilhados pelo governo.

– Está claro que a menor oferta de etanol vem de quebras consecutivas de safra de cana e não da maior produção de açúcar como tem sido cogitado – disse ela.

Além da redução, Ana também aponta a importação de etanol dos Estados Unidos como uma alternativa possível para abastecer o mercado.

Correa, da Archer, ressalta que, diante da produção menor de cana, a conta de oferta e demanda de etanol e de açúcar não vai fechar.

– Os preços do açúcar e do etanol continuarão elevados até que a questão da oferta se resolva, o que deve demorar porque novos investimentos não estão sendo realizados – disse ele.

Para o executivo, existem várias indefinições no setor que estão travando a entrada de novos investimentos, como o papel do governo e da ANP no etanol e como ficará a questão da posse de terras por empresas estrangeiras.

– Ninguém vai querer investir no setor sem ter certeza do retorno – explica.

Amaryllis Romano, analista de energia renovável da Tendências Consultoria, conta que a estimativa é de que o preço do hidratado ao produtor registre uma variação de 25% até o final do ano, considerando o preço da entressafra.

– No ano passado, esta variação atingiu 50%, o que mostra que a volatilidade de preço este ano tende a ser a metade de 2010 – disse.