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Rede busca fortalecimento e integração dos laboratórios de análise de solos da América Latina

O encontro reuniu representantes de 23 países latino-americanos e caribenhos justamente para atualizar conhecimentos e discutir a harmonização de metodologias dos laboratórios de solos

22 abril 2024 - 11h20Por Embrapa

Pesquisadores da Embrapa estão participando do planejamento para o avanço da precisão e harmonização de dados nos laboratórios de análises de solos da América Latina e do Caribe. O processo está sendo capitaneado pela Rede Latino-Americana de Laboratórios de Solo (LATSOLAN, da sigla em inglês), que integra a rede mundial GLOSOLAN, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que busca apoiar as redes nacionais de laboratórios, fundamentais para a melhoria contínua da qualidade dos dados de solos gerados.

O chefe geral da Embrapa Solos (RJ), Daniel Vidal Pérez, que coordena o Programa de Análise de Qualidade de Laboratórios de Fertilidade  do Brasil (PAQLF), e o pesquisador da Embrapa Florestas (PR) George Brown, um dos coordenadores da Rede Internacional da Biodiversidade do Solo da FAO (NETSOB), foram representantes do Brasil no workshop da LATSOLAN realizado no Chile, entre os dias 7 e 13 de abril. O evento teve sua abertura no Edifício Bicentenário, em Santiago, e o restante da programação foi realizado no campus de Chillán da Universidade de Concepción (UdeC).

Organizado pela FAO, LATSOLAN e Serviço Agrícola e Pecuário do Chile, em parceria com a Faculdade de Agronomia da UdeC, o encontro reuniu representantes de 23 países latino-americanos e caribenhos justamente para atualizar conhecimentos, discutir a harmonização de metodologias que os laboratórios de solos utilizam na região, rever o plano de trabalho da Rede para o médio e longo prazos e avançar na organização do próximo teste de competência interlaboratórios, previsto para este ano.

Daniel Pérez, que fez parte do comitê organizador do workshop, explica que esse processo está diretamente ligado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 17 das Nações Unidas, já que as redes de laboratórios são uma forma de parceria que visa fomentar a produção de dados confiáveis de solo, que apoiarão o manejo sustentável desse recurso natural não renovável tão importante à vida. O ODS 17 estabelece, justamente, o fortalecimento dos meios de implementação e revitalização da parceria global para o desenvolvimento sustentável.

“As redes são fundamentais para melhorar a qualidade dos dados de solos gerados. Quanto mais exato o resultado, melhor serão as recomendações de manejo do solo, o que inclui uso de fertilizantes e calcário, irrigação e manejo da matéria orgânica do solo, o que envolve a participação do solo no sequestro de carbono”, enfatizou Pérez.

George Brown, que ministrou durante o workshop uma capacitação em métodos de amostragem e análise biológica do solo, com foco em fauna edáfica, afirmou que o evento contribuiu para avaliar a capacidade técnica dos laboratórios participantes da Rede de realizarem análises biológicas do solo, e o interesse das instituições em ampliar o leque de análises na área de biodiversidade do solo.

“Considerando que até 59% das espécies do planeta vivem no solo ou estão relacionadas com ele, as análises biológicas estão se tornando cada vez mais importantes e populares para avaliar a saúde do solo e do meio ambiente. Nossa área de atuação complementa bem os já estabelecidos métodos físicos e químicos”, analisou o pesquisador.

A LATSOLAN foi criada em 2018 para congregar as redes de laboratórios da América Latina e do Caribe, e atualmente reúne 230 instituições de análise de solos de 23 países. Faz parte da rede mundial GLOSOLAN, criada pela FAO em 2017 com o objetivo de fortalecer a capacidade dos laboratórios de análise de solos e responder à necessidade de harmonização de dados entre as diversas instituições.