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Queda nas exportações de frango in natura pressiona mercado interno

14 outubro 2009 - 00h00Por O Estadão

Em setembro, vendas de carne caíram 9,6% em comparação ao mesmo período do ano passado

Alexandre Inacio

- A exportação de carne de frango in natura em setembro alcançou 260,9 milhões de toneladas, representando queda de 0,2% em relação a agosto e de 9,6% ante as vendas de setembro de 2008. No ano, as vendas externas de frango in natura acumulam 2,44 milhões de toneladas, o que corresponde a queda de 3,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

"Depois desses números o mercado interno simplesmente parou. Nem mesmo o começo do mês, quando geralmente há aquecimento da demanda, foi suficiente para estimular negócios", disse um analista. Com isso, os preços do frango resfriado e congelado no mercado interno mantiveram-se estáveis na semana passada, em relação à anterior.

Nas principais praças do País as oscilações de preços foram bastante tímidas. Mas não foi apenas o produto no atacado que ficou com preço estável. As cotações do frango vivo no interior paulista não apresentam qualquer reajuste desde 1º de outubro. A única exceção da semana foi São José do Rio Preto, onde as cotações subiram por causa de ajuste sazonal. Segundo analistas, a valorização deveu-se a uma recuperação do mercado, que havia sofrido uma forte queda.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Francisco Turra, criticou as barreiras e o protecionismo que a União Europeia vem impondo ao frango brasileiro. Durante a 3ª Rodada de Negócios União Europeia-Brasil, em Estocolmo, Turra disse que a recuperação da economia global depende mais da liberdade comercial do que do aumento do protecionismo. Segundo ele, barreiras comerciais são um veneno para a crise. Ele conseguiu do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, o compromisso de que as novas medidas protecionistas do bloco sejam avaliadas.

EUA

Ainda no mercado internacional, os EUA pediram a abertura de um painel de resolução de disputas na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as restrições da UE à importação de carne de aves daquele país. O bloco proíbe a importação de carne de aves dos EUA desde 1997, após alegar que produtores americanos usavam antimicrobianos não autorizados.