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Prefeitura manda interditar Parque Laucídio Coelho

19 setembro 2011 - 21h40Por Via Livre Assessoria de Imprensa | Acrissul

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, foi surpreendido hoje no meio da tarde, com a decisão da Prefeitura de Campo Grande de mandar interditar o Parque de Exposições Laucídio Coelho, uma área de 170 mil metros quadrados, onde está sediada a entidade, que é dona do parque. Além da Acrissul, outras entidades de criadores mantêm suas sedes no local, assim como também leiloeiras, escritórios de agropecuárias, um posto de atendimento do Banco do Brasil, o escritório da Iagro e da Agência Fazendária.

A medida, segundo o termo de interdição 019/2011, se deu em função de que a Acrissul não teria cumprido a cláusula do Termo de Ajustamento de Conduta feito em abril deste ano, que exigia o licenciamento ambiental do parque de exposições. Entretanto, a associação protocolou o projeto requerendo o licenciamento no dia 15 de julho deste ano. E está em tramitação nos órgãos municipais.

Para o presidente da Acrissul a decisão é política. Maia argumenta que nenhum local público de Campo Grande, que sedia esporadicamente shows musicais, tem licenciamento ambiental. Ele cita a falta de licenciamento no Parque das Nações Indígenas, na Feira Central e na Praça do Rádio Clube. "Se ninguém tem, porque o Parque de Exposições precisa ter?", questiona.  

A diretoria está reunida com o departamento jurídica da Acrissul para estudar que medida judicial irá adotar para reverter a situação. "Está tudo lacrado no Parque, todos os portões, todos os acessos, nada está funcionando", alerta Maia.

Tecnicamente nem leilões podem acontecer no Parque. "Apesar disso, o leilão de gado de hoje já programado irá ser realizado de qualquer forma, para não causar mais prejuízos para o setor", garantiu Maia. A realização de leilões foi uma exceção ao acordo firmado em abril, que garantiu a realizações de shows somente durante a Expogrande deste ano. No resto do ano os eventos foram suspensos, até que a Acrissul providenciasse o licenciamento ambiental devido.

Hoje a tarde, durante visita ao desembargador Joenildo de Souza Chaves, que também é pecuarista, diretores da Acrissul narraram ao magistrador o acontecido e sobre as consequências que a medidas pode acarretar ao setor rural.