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BOI GORDO

Preços da arroba ficam estáveis na maioria das praças brasileiras

No interior de São Paulo as cotações do macho terminado e da novilha gorda não sofreram alteração e seguem valendo R$ 288/@ e R$ 282/@, respectivamente

08 setembro 2022 - 07h38Por DBO Rural

Na terça-feira (6/9), que antecedeu o feriado nacional em comemoração ao bicentenário da Independência do Brasil, o mercado do boi gordo seguiu travado nas principais praças, com um ritmo moroso nas negociações e sem tendência definida para os preços da arroba, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Na maioria das praças brasileiras, as cotações boiada gorda ficaram estáveis. “Boa parte dos compradores segue fora das compras, ainda operando com escalas confortáveis”, relata a Scot Consultoria. Nas praças do interior de São Paulo, as cotações para boi e novilha gordos não sofreram alteração nesta terça-feira, e seguem valendo R$ 288/@ e R$ 282/@ (valores brutos, a prazo), respectivamente, de acordo com apuração da Scot Consultoria.

Por sua vez, o preço da vaca gorda paulista registrou queda de R$ 2/@ em relação ao dia anterior, e agora vale R$ 268/@ (bruto, no prazo), informa a Scot. O bovino com destino à China, abatido mais jovem (até 30 meses de idade), está cotado em R$ 300/@ no mercado de São Paulo (preço bruto e a prazo).

Na avaliação dos analistas da IHS Markit, as escalas confortáveis e o baixo apetite comprador por parte dos frigoríficos brasileiros condicionam a permanência das relações de oferta e demanda desequilibrada, o que fomenta a manutenção do viés baixista na arroba. “A liquidez é baixa, porém alguns pecuaristas acabam aceitando os preços impostos pelas indústrias diante da necessidade em realizar lucro, mesmo que as condições de margens sejam minimamente remuneradoras”, observa a IHS.

Esse foi o cenário observado pela consultoria nas praças do Mato Grosso do Sul. Diante da ausência de grande player na região, as ofertas continuam positivas e acima da necessidade de compra por parte das indústrias locais, resultando em novos recuos nas cotações da arroba do boi gordo.

Em Dourados, a IHS Markit captou recuo de R$ 275/@ para R$ 270/@ nos valores do macho terminado. Nas praças de Três Lagoas e de Campo Grande, a arroba caiu de R$ 275 para R$ 272. Segundo os analistas da IHS, o retorno das operações da JBS na planta de abate localizada em Nova Andradina pode trazer um maior incentivo ao mercado do boi gordo, estimulado pelo incremento da demanda.

Porém, a IHS Markit captou que a retomada das operações na unidade já se encontra com escalas minimamente avançadas, fator que pode limitar a necessidade de aquisição de boiadas gordas na região. Além do fraco apetite comprador, em termos gerais, os pecuaristas brasileiros seguem com pouco interesse em fechar negócios, já que evitam a qualquer custo efetivar vendas com preços abaixo das bandas vigentes.

Essa conjuntura, diz a IHS, é observada nas praças do Sudeste, sobretudo no mercado paulista. De todo modo, continua a consultoria, o mercado segue atento ao comportamento dos preços durante a segunda quinzena de setembro, quando é esperado uma maior oferta de gado provindo do segundo giro de confinamento.