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RECLAMAÇÃO PÚBLICA

Preço do leite inibe consumo e faz aumentar insegurança alimentar, diz senador

Paulo Paim manifestou preocupação com elevação do preço de produtos de primeira necessidade, especialmente do leite, usado na dieta de crianças e idosos

05 agosto 2022 - 08h36Por Canal Rural

O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou, em pronunciamento nesta quarta-feira (3), preocupação com o aumento do preço de produtos de primeira necessidade aos consumidores, especialmente do leite, muito usado na dieta de crianças em fase de crescimento e de idosos. Segundo ele, o litro, em algumas localidades, já é vendido a R$ 10, o que inviabiliza o consumo diário do produto, obrigando as famílias a restringir a sua compra a fins de semana.

Para Paim, é correta a afirmação de Patrícia Costa, supervisora do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo ela, disse o senador, a alimentação é questão de segurança nacional. Por isso, o senador do PT exige ação por parte do governo federal. “A falta de consumo de leite só faz aumentar a insegurança alimentar. Aliás, há mais de 100 milhões de brasileiros nessa situação”, declarou Paim. “O país carece de planejamento, de políticas públicas a médio e longo prazos”, continuou o parlamentar.

Paulo Paim apontou ainda que, apesar dos elevados preços no mercado, o número de pequenos produtores de leite no Rio Grande do Sul caiu 50%,  de acordo com dados da Emater. Para o petista, a explicação para isso está na estiagem e na falta de incentivos. A elevação da remuneração dos produtores não acompanhou o mesmo ritmo do encarecimento da produção, decorrente do aumento do preço dos insumos, disse o senador. Esse cenário tem gerado escassez de leite, conforme informaram os produtores, em carta dirigida ao governo, citada por Paulo Paim.

“É importante lembrar que o aumento que o consumidor teve no litro de leite chegou a 130% e o aumento para o produtor ficou em torno de 30%. Essa situação não é justa. O consumidor pagando R$ 10 o litro e o produtor vendendo a R$ 2,80 o litro. Essa conta não fecha. É inexplicável”, afirmou o senador.