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Preço do boi gordo sobe 4,7% em MS

28 outubro 2016 - 00h00Por Sistema Famasul

O preço do boi gordo em Mato Grosso do Sul registrou média de R$ 142,35 a arroba, em outubro. No comparativo com o mesmo período de 2015, houve um aumento de 4,74%, quando a arroba registrou média de R$ 135,91. Os dados são do último Informativo Casa Rural, elaborado pelo Departamento de Economia do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

A analista econômica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, afirma que a causa do aumento da média de preço em relação ao ano passado se deve ao menor número de animais ofertados para abate. “A menor oferta em relação a 2015 faz com que tenhamos maiores preços este ano”, salienta.

Em sentido inverso ao preço do ano, durante o mês de outubro, ou seja, do dia 1º a 25, a cotação caiu 1,76%. O principal fator para este recuo é a melhora da oferta de animais terminados para o abate, principalmente nas regiões central e leste do Estado. “A pressão de baixa ocorrida principalmente na segunda quinzena de outubro está relacionada a um aumento de oferta momentâneo. Este período é quando acontece a saída dos animais confinados e a entrega dos bois a termo, que são animais que já foram vendidos antes para serem entregues agora na entressafra”, explica a economista.

Segundo Eliamar, apesar da demanda lenta atual, a expectativa para os próximos meses é aumento do consumo. “Ainda será menor que em outros anos, mas espera-se que, com os novos ajustes na economia, época de crescimento do número de empregos temporários e aproximação das festas de fim de ano, haja essa melhora”. Quanto à oferta, continuará restrita, o que faz com que os preços da arroba permaneçam estáveis e acima de 2015.

Exportações

No mês de setembro, Mato Grosso do Sul enviou ao exterior 8,2 mil toneladas de carne bovina in natura, faturando US$ 35,7 milhões. Em relação a setembro de 2015, o volume apresentou queda de 8,2% contra 8,9 mil toneladas e a receita 11,4% frente aos US$ 40,3 milhões.

A analista econômica explica que essa queda no volume de exportações se deve à mudança de mercado em relação aos países importadores. “Houve uma ligeira redução na participação dos principais compradores de Mato Grosso do Sul. O Chile, principal destino da carne bovina sul-mato-grossense, estava nos índices dos 30% de volume importado e agora está com 19%”, esclarece Eliamar. Hong Kong ocupa a segunda posição com 15,9% e em terceiro está à Rússia, com 12,8%.

No acumulado de janeiro a setembro, o volume exportado em 2016 foi 80 mil toneladas, 4,6% superior as 76,5 mil de igual período de 2015. Quanto à receita, o comportamento foi inverso, com Mato Grosso do Sul faturando US$ 334,9 milhões no acumulado de 2015 contra os atuais US$ 322,6 milhões, queda de 3,6%. Segundo a economista, a queda na receita é devido à diminuição do preço médio da carne comercializada.

O mês de setembro marca a concretização do acordo comercial entre Brasil e EUA para exportação de carne bovina in natura. Nosso país  enviou aos EUA 126 toneladas de carne bovina, 100% de Mato Grosso do Sul. “O maior destino da carne bovina sul-mato-grossense é o mercado interno. Então, a expectativa é que as exportações continuem ajudando enquanto o consumo interno está lento, e a concretização deste acordo pode vir a contribuir muito para isso”, finaliza.

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