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BOI GORDO

Preço da arroba é pressionado em São Paulo e tem recuo diário de R$ 3,00

Escalas ainda confortáveis dos frigoríficos paulistas e escoamento lento da carne bovina no mercado doméstico reduzem cotação do macho terminado

21 setembro 2022 - 07h38Por DBO Rural

As escalas de abate ainda confortáveis na maior parte dos frigoríficos e a dificuldade de escoamento da carne no mercado interno permitem que os compradores do Estado de São Paulo pressionem os preços do boi gordo, que recuaram R$ 3/@ nesta terça-feira (20/9), informa a Scot Consultoria.

Dessa forma, o boi gordo direcionado ao mercado interno agora vale R$ 287/@ (valor bruto, no prazo) nas praças do interior de São Paulo. Por sua vez, as cotações da vaca e da novilha gordas seguiram estáveis nas regiões do interior paulista e são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e  R$ 282/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.

O bovino paulista com destino ao mercado da China (abatido mais jovem, com idade até 30 meses) está cotado em R$ 300/@ (preço bruto e a prazo). Segundo dados apurados pela IHS Markit, as operações de compra e venda de bovinos seguem lentas no mercado brasileiro, refletindo sobretudo as boas escalas dos frigoríficos e também a falta de apetite pela carne bovina por parte dos consumidores brasileiros, ainda prejudicados pelo avanço da inflação, apesar dos novos incentivos financeiros à população lançados recentemente pelo governo federal.

Na avaliação da IHS, as escalas de abate dos frigoríficos giram hoje ao redor de 6-8 dias, programação suficiente para reduzir o apetite comprador de boiadas gordas no mercado físico. “A toada para o restante do mês deve ser de lateralidade nos preços da arroba”, prevê a IHS. “Apesar do presente desequilíbrio entre oferta e demanda, os preços da arroba não devem registrar recuos mais acentuados. Por outro lado, o fraco consumo doméstico de cortes bovinos também impõe grandes restrições para um movimento de retomada nas cotações do boi gordo no curtíssimo prazo”, observa a IHS.