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Preço da arroba cai R$ 3 em uma semana

20 setembro 2017 - 00h00Por Canal Rural

Os preços do boi gordo tiveram queda nesta terça-feira e já é possível notar com maior frequência indústrias pressionando o mercado, na tentativa de compras em patamares menores de preços. Alguns frigoríficos, que iniciaram a semana fora das compras, se posicionaram com preços abaixo dos observados na última semana, isso fez as cotações do boi gordo cederem.

"A pressão de queda nos preços persiste. O escoamento da carne ainda é lento entre as cadeias, e essa situação só deve se alterar na virada de mês", apontou o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

É esperado um repique de demanda na primeira quinzena de outubro, enquanto que os frigoríficos seguem com escalas de abate posicionadas entre três a quatro dias úteis.

No atacado os preços da carne bovina caíram. Além do escoamento lento, a concorrência entre as demais carnes segue muito acirrada.

Soja

A soja na bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia de baixas. Com o início da colheita da safra nos Estados Unidos, o mercado recebeu uma pressão de queda sazonal. As perdas, no entanto, foram limitadas, devido à boa demanda pelo produto americano.

As primeiras sinalizações de produtividade das lavouras são boas. Em Iowa, um dos principais estados produtores, os resultados iniciais indicam produtividade acima de 78,46 sacas por hectare. O mercado vai se conscientizando que a safra será cheia e talvez a produção de 120,6 milhões de toneladas, projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não seja tão otimista assim.

Já o mercado brasileiro teve um dia de raros negócios e com preços praticamente iguais. Com Chicago em baixa e dólar estável, os negociadores se retraíram. Houve registro de negócios de 5 mil toneladas em Goiás e de 2 mil em Mato Grosso do Sul.

Milho

A bolsa de Chicago (CBOT) para o milho registrou cotações mais baixas. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita do milho nos Estados Unidos e pela ampla oferta global do grão também.

O andamento dos trabalhos de campo no meio-oeste tende a pressionar os preços locais no curto e no médio prazo, mesmo com o relatório semanal do USDA apontando para uma colheita mais lenta, se comparada com anos anteriores. O mercado passa a observar com grande atenção os números apresentados neste informativo como importante fator de formação de tendência de curto prazo.

Outro fator que é relevante para a formação de tendência de médio prazo é o clima na América do Sul.

No Brasil, o mercado voltou a se deparar com lentidão dos negócios ao longo do dia. Os consumidores em geral ainda têm se deparado com dificuldades na composição de seus estoques. Já os produtores ganham o respaldo do clima seco para a retenção do produto. Além disso, a comercialização de soja tem se mostrado mais interessante neste momento, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.