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Pouca concorrência e juros baixo mantêm a soja em alta

25 novembro 2009 - 00h00Por Agência Rural

Os Estados Unidos estão terminando a colheita da sua maior safra de soja. De acordo com o último relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura do país (USDA), o mundo passou a contar com mais 90 milhões de toneladas da oleaginosa (clique aqui para ver o quadro de oferta e demanda da soja nos EUA). Para a América do Sul, que está plantando a sua safra, as perspectivas também são boas, tanto por causa do aumento de área como por conta da promessa de contribuição do clima para o desenvolvimento das lavouras.

O aumento da oferta, contudo, ainda não deixou marcas nas cotações da oleaginosa negociada na Bolsa de Chicago. Uma das explicações está na demanda aquecida pelo grão norte-americano, que hoje é, praticamente, o único produto disponível na praça em função da oferta curta na América do Sul, cuja produção foi afetada pela seca na Argentina e no Sul do Brasil.

Mas não é só a procura alucinada pela soja que sustenta os preços. Na verdade, a oleaginosa vem sendo muito favorecida pela circulação do dinheiro nas finanças mundiais. Com juros baixos nas principais economias do mundo, os investidores estão despejando suas economias em ativos como ações, petróleo, ouro e grãos, entre eles, naturalmente, a soja é a financeirização do mercado definindo os destinos da oleaginosa.