Menu
Busca sexta, 30 de outubro de 2020
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
25ºmax
18ºmin
Notícias

PM divulga ações para evitar conflitos em Sidrolândia

20 novembro 2009 - 00h00Por Notícias.MS

A ação da Polícia Militar em Sidrolândia tem como  objetivo evitar qualquer animosidade por parte dos produtores rurais contra os indígenas e que estes também tomem atitudes que tragam tensão para a região. A posição é do comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos, que está acompanhando de perto todos os desdobramentos desde as primeiras horas desta 5ª feira (19).
 

Segundo ele, não houve conflito ou operação de desocupação. “O quartel da PM de Sidrolândia desde as primeiras horas da manhã recebeu denúncias, através do telefone 190, de movimentação de pecuaristas que teriam como objetivo desalojar indígenas de uma das fazendas ocupadas por eles. Preventivamente, foi deslocada para a área uma equipe do CIG-COE, especializada na administração de conflitos, para evitar que houvesse qualquer agressão contra os indígenas”, explicou.
 

O coronel afirmou que, com a chegada da PM os indígenas assustados saíram da sede e passaram para uma outra área. “Não houve despejo, não houve desalojamento. Nenhum dispositivo foi acionado e nem chegou a haver contato da PM com os indígenas. Eles deixaram a área, provavelmente assustados; mas estávamos lá para protegê-los, e vamos continuar na região para evitar que haja conflito”.


O comandante da PM, ao negar a ação de despejo, disse que a Policia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros também já foram acionados porque os indígenas, ao invadirem uma outra fazenda, passaram a incendiar pastos e a reserva legal da propriedade. “O incêndio ameaça o rebanho, casas e vidas humanas.

“Estamos agindo para evitar o pior. Estamos verificando também a possibilidade de crime ambiental, já que parte da reserva legal está em chamas. Vamos agir, cumprindo o nosso papel, procurando garantir a paz na região”, comenta o coronel.


O coronel David reiterou que a Polícia Militar não agiu fora os limites da lei, não despejou os indígenas e iniciou as operações a partir da denúncia de que eles estavam ameaçados. Disse ainda que está recebendo relatórios constantes da região e que a orientação para garantir a paz e a segurança foi reiterada desde o início das operações.