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Plano Safra 2010/2011 financiará R$60,7bi a juros de 6,75%

07 junho 2010 - 00h00Por Reuters.

O Plano Safra 2010/11 ofertará financiamentos de 60,7 bilhões de reais a juros controlados de 6,75 por cento ao ano, de um total de 116 bilhões de reais previstos para a nova temporada, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.

Na safra passada, a oferta de financiamentos totais (agricultura comercial e familiar) atingiu 107,5 bilhões de reais, sendo 54,2 bilhões de reais a juros controlados de 6,75 por cento.

A oferta de recursos para financiamento da agricultura comercial será de 100 bilhões de reais, alta de 8 por cento em relação ao que foi colocado aos produtores no Plano Safra 2009/10.

"É o maior volume de recursos de toda a história. É dinheiro grosso em qualquer país do mundo, é um valor extremamente significativo, simplesmente pelo crescimento extraordinário da agricultura brasileira", afirmou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em entrevista à imprensa.

"Vamos ter safras recordes em todos os setores, e é claro que novas safras exigirão recursos mais amplos", comentou ele.

Os 16 bilhões de reais restantes referem-se à oferta de financiamentos para a agricultura familiar neste novo Plano Safra.

Nesse último Plano Safra do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil buscará mostrar que sua agricultura pode ser sustentável, viabilizando mais financiamentos a juros baixos para agricultores que adotarem práticas ambientalmente corretas.

O presidente participará na tarde desta segunda-feira do lançamento do chamado Plano Agrícola e Pecuário 2010/11, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília.
 
Em relação aos preços mínimos para o trigo e o milho, Rossi afirmou que essa questão ainda não foi tratada.

"Em princípio todos estão mantidos, até que haja decisões sobre isso", afirmou ele.

Posteriormente, o secretário de Política Agrícola do ministério, Edilson Guimarães, afirmou que os técnicos não fizeram qualquer proposta para mudança nos preços mínimos.

"Os nosso estudos mostram que se deve manter esse preço", disse a jornalistas, observando que se os valores estão descolados do mercado é porque o país está no "auge da safra".