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Pequenos produtores focam em produção de orgânicos

28 fevereiro 2011 - 00h00Por DCI - Diário do Comércio & Indústria

Pequenos produtores rurais de São José dos Campos focam o cultivo de produtos orgânicos para agregar valor à produção e aumentar a renda familiar. Mês passado, um grupo de agricultores do assentamento Nova Esperança recebeu treinamento para preparar o adubo orgânico, conhecido como bokashi. O treinamento, oferecido pelo programa de extensão rural da prefeitura, também tem como objetivo a redução de custos, segundo o agrônomo Paulo Sérgio de Moura Braga.

Com cerca de R$ 70 e o frete pago pela prefeitura, o grupo fez a compra coletiva dos insumos e preparou 800 quilos de adubo sob a orientação do agrônomo. O saco de cinco quilos do produto é vendido em média a R$ 35 na região, de acordo com Braga. A expectativa é fornecer para a merenda escolar do município, conforme a Lei Federal n. 11.947 que estabelece que as compras deverão ser feitas prioritariamente dos assentamentos.

Com mais de dez variedades de frutas, verduras e legumes cultivadas em sua propriedade, o agricultor Valdir Martins planeja transformar toda a sua produção em orgânicos no prazo de dois a três anos. "Estou começando a aprender sobre orgânicos para vender produtos sem agrotóxicos a preços melhores e ajudando a preservar o solo". O bokashi é uma mistura de terra, esterco de galinha, farelo de osso, de trigo ou de arroz e microorganismos vivos.

A técnica de preparo do bokashi foi repassada também a um grupo de produtores do distrito de São Francisco Xavier e na região norte de São José dos Campos. Também serão incluídos no programa produtores dos bairros de Eugênio de Melo e da região da rodovia dos Tamoios, que deverão receber o treinamento a partir de março. Para aumentar a produtividade nas pequenas propriedades, a prefeitura oferece, em média, 80 cursos gratuitos voltados aos produtores e trabalhadores rurais. "Buscamos oferecer uma alternativa de geração de renda para quem vive e depende do campo", diz Amélia Oikawa, responsável pelo Programa de Desenvolvimento Rural (Proder).

Cursos

Já foram iniciados os cursos de produção intensiva de leite e de instalação elétrica em baixa tensão em propriedades rurais, ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O curso de produção intensiva de leite vai até novembro, com 402 horas, entre aulas teóricas e práticas. São 25 vagas e o programa abordará temas como planejamento e gerenciamento de propriedades leiteiras, irrigação de pastagem, ordenha e qualidade do leite, entre outros.

Também neste mês foram abertos os cursos de apicultura, artesanato em palha de milho, tomate orgânico e olericultura (hortaliças) orgânica. Com 168 horas de duração, o curso de apicultura está dividido em seis módulos e está sendo ministrado em um sítio do bairro Terra Boa. O curso de artesanato em palha de milho, com uma semana de duração, foi realizado em São Francisco Xavier. O curso de produção de tomate orgânico é dividido em cinco módulos com carga horária de 88 horas.

O objetivo é capacitar os produtores para a produção de tomates no sistema orgânico, desde o preparo do solo, passando pela colheita e beneficiamento. Segundo o engenheiro agrônomo e instrutor do Senar, Alexandre Delgado, os cursos oferecidos pela instituição em parceria com os municípios e sindicatos rurais visam o desenvolvimento do setor agrícola.

"Muitos produtores de orgânicos não produzem tomate, que é justamente a segunda hortaliça mais vendida em todo o Brasil, superada apenas pelo alface. O curso será uma boa oportunidade para mostrar que com os cuidados necessários o tomate também pode fazer parte da produção de orgânicos", disse.