Menu
Busca sábado, 15 de junho de 2024
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
Previsão do tempo
23º
BOI GORDO

Pecuaristas com lotes de boiadas gordas seguram vendas à espera de preços melhores

Enquanto isso, os frigoríficos brasileiros seguem operando com cautela no mercado, mantendo pressão sobre a arroba em pleno período de entressafra

14 setembro 2022 - 07h39Por DBO Rural

Pelo segundo dia consecutivo, os preços físicos do boi gordo ficaram estáveis na maioria absoluta das praças brasileiras, conforme levantamento realizado nesta terça-feira (13/9) pelas consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Na visão dos analistas da IHS Markit, pelo menos no curtíssimo prazo, a despeito da pressão de baixa imposta pelos frigoríficos, as cotações do boi gordo tendem a manter a estabilidade, pois muitos pecuaristas já não aceitam fechar negócios pelos patamares sugeridos pelas indústrias.

“Cotações em patamares inferiores aos pisos vigentes não oferecem margens mínimas aos produtores”, relata IHS. Com isso, continua a consultoria, os pecuaristas optam por segurar nas fazendas os poucos lotes de animais gordos ainda disponíveis (terminados em confinamento), de modo a galgar cotações minimamente remuneradoras.

Segundo a IHS Markit, os custos da engorda em confinamento seguem altos, girando entre R$ 22 e R$ 24 cabeça/dia, o que “contribui para um ambiente ainda mais desafiador para os produtores”. Pelo lado dos frigoríficos, muitas unidades de abate continuam operando de maneira cadenciada, o que contribui para a morosidade dos negócios envolvendo animais terminados.

A menor agressividade das indústrias reflete sobretudo o ritmo ainda fraco da demanda doméstica pela carne bovina, que segue prejudicada pelo baixo poder aquisitivo da população. “Com o consumo interno sem fôlego suficiente para absorver toda a produção atual, os frigoríficos operam de maneira contida no mercado, mantendo as suas atenções notadamente ao mercado externo”, ressalta a IHS.

Nas praças do interior de São Paulo, os preços do boi gordo seguem valendo R$ 290/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo), segundo apurou nesta terça-feira a Scot Consultoria. O boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 300/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo.