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Para o leite a alternativa é expandir o mercado internacional

19 maio 2010 - 00h00Por Agrolink.

Especialistas avaliam que o Brasil precisa expandir mercado internacional de leite. A análise foi feita na tarde desta terça-feira (18), durante audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. De acordo com dados do IBGE, o país produz cerca de 27 milhões de litros de leite por ano, destes, um milhão é produzido pela Agricultura Familiar. O Brasil está em 6º lugar no ranking dos maiores produtores do mundo, em 2º no ranking de crescimento e também um grande consumidor do produto.

Para o presidente da Comissão, deputado federal Abelardo Lupion (DEM/PR), o Brasil ainda precisa melhorar a assistência técnica ao pequeno produtor de leite para garantir a qualidade e a inserção desse importante segmento no mercado do leite. “A produção de leite é uma forma de garantir renda ao pequeno produtor, mas manter uma propriedade adaptada para oferecer leite com qualidade custa caro. Sem incentivo e renda, o pequeno ficará sempre à margem da cadeia produtiva do leite”, sentenciou.

O assessor técnico da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL), Gustavo Beduschi, explicou aos parlamentares que o que regula o mercado é a lei da oferta, “a produção está aumentando e o consumo também. Nós temos um ótimo cenário para a produção, para crescer é necessário pensar em novos mercados”, diz o assessor. Entretanto, o representante do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/MAPA), ressaltou que a agricultura familiar sofre algumas desvantagens na produção do leite, em muitos casos os recursos são escassos e o produtor rural é penalizado por não ter condições de garantir a qualidade de monitoramento. “O pequeno produtor é a parte mais frágil cadeia de produção”, explica.

O representante do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Gustavo Valone, aposta no cooperativismo para dar apoio à agricultura familiar. Na visão do MDA, é importante que o Brasil consiga expandir o mercado consumidor e exportar para países ricos. No caso da produção, o principal desafio para os produtores é melhorar a qualidade do leite para colocá-lo no mercado competitivo, acrescentou o Chefe-Geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela. “De 27 milhões de litros, apenas 18 milhões são inspecionados”, informou o pesquisador.

GADO GIROLANDO - Durante a audiência, foi apresentado o projeto de melhoramento genético do gado Girolando, adaptado ao clima tropical. A raça surgiu em 1988, por meio de um cruzamento de duas outras, a Gir e a Holandês. A intenção era produzir uma raça que se adaptasse ao clima tropical. O Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, José Donato Dias Filho, conta que o Girolando foi a raça que mais cresceu na venda de semen. “Essa é uma forma de ver que está acabando o preconceito contra raças de cruzamento”. Uma pesquisa realizada pela Embrapa descobriu que cerca de 500 propriedades rurais são criadoras da raça Girolando e produzem mais de 4 mil litros de leite. As informações são da assessoria da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.