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O desafio de se manter a qualidade do sêmen

24 junho 2010 - 00h00Por DBO.

Profissionais habituados a avaliar em laboratório as características morfológicas do sêmen bovino atestam a qualidade dos bancos de sêmen bovino congelado comercializado pelas 28 centrais cadastradas pelo Ministério da Agricultura.

Segundo os especialistas, o maior gargalo do mercado brasileiro de sêmen está no transporte, armazenamento e no manejo do material genético em botijões de nitrogênio, ou seja, fora das mediações das companhias responsáveis pelo processamento e a venda do produto no Brasil.

Por isso, todos os especialistas ouvidos pela DBO, sem exceção, recomendam que sejam feitos exames de viabilidade do sêmen conservado nas fazendas antes da estação de monta, um cuidado necessário para se evitar baixos resultados de fecundidade no campo e eventuais prejuízos econômicos. As avaliações laboratoriais das doses de sêmen ganham ainda mais importância quando se aplica a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), ferramenta que cresce a passos largos no Brasil e capaz de atingir um grande número de vacas em único dia.

"Na IATF, a qualidade do sêmen é primordial, já que os protocolos de sincronização de cio permitem inseminar, às vezes, acima de 500 animais/dia. Nesses casos, não há lugar para correção de erros durante a sua aplicação", afirma o médico veterinário Manoel Sá Filho. O preço dos exames que avaliam a qualidade do sêmen nas palhetas pode variar de R$ 50 a 80 por partida (um ejaculado equivale a mais de 300 doses de sêmen), conforme o conteúdo dos laudos técnicos. "Trata-se de um custo muito baixo, considerando a importância dos testes, que previnem a ocorrência de problemas de fecundidade na inseminação artificial", destaca o professor Rubens Paes Arruda, da Universidade de São Paulo (USP).